Em 2019, os Carnifex vão continuar a oferecer o melhor e o pior que o deathcore tem, sendo um excelente exemplo académico para se... Carnifex “World War X”

Editora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 02.08.2019
Género: deathcore
Nota: 3/5

Os norte-americanos Carnifex sempre foram uma das bandas proeminentes do deathcore, muito em princípio devido à sua prolífera produtividade e também por terem surgido durante o grande boom do género ao lado de nomes bastante sonantes como Job For A Cowboy, All Shall Perish ou Whitechapel.

Tal como a grande maioria das bandas de deathcore, os Carnifex acabam por partilhar com elas as qualidades e os defeitos que costumam ter em comum: a brutalidade e os riffs fortes com bastantes hooks melódicos é a parte boa, já no menos bom temos a habitual conversa sobre a falta de inovação, a maioria dos temas serem pouco memoráveis e os discos tornarem-se enfadonhos e repetitivos à medida que vão avançando.

Que isto desde já sirva de aviso para quem quer pegar num álbum de Carnifex: ou se gosta muito de deathcore ou mais vale visitar o YouTube e ver os melhores temas da banda. Poderá isso também aplicar-se a “World War X” e, por outras palavras, estar-se a considerar este como o melhor disco da banda até à altura? Termina-se já com a expectativa: não.

“World War X” apresenta temas interessantes que revelam que os Carnifex conseguem fazer malhas rápidas, violentas e bem aguerridas, como “Visions of the End”, “No Light Shall Save Us”, esta última com a  participação de Alissa White-Gluz dos Arch Enemy, e “Brushed By The Wings of Demons”, as quais mostram que os Carnifex não devem ser rotulados como uma mera banda que existe para abrir noites de concertos, mas que realmente tem talento para explorar o som que praticam, conseguindo oferecer uma pitada de rejuvenescimento a este género. Porém, o disco também oferece temas que não ficam na memória do ouvinte e que dificilmente voltarão a rodar, salvo pelos amantes do estilo e os mais fiéis seguidores da banda, dando-se uma referência especial para as desinspiradas “Eyes of the Executioner” e “All Roads Lead To Hell”.

Em 2019, os Carnifex vão continuar a oferecer o melhor e o pior que o deathcore tem, sendo um excelente exemplo académico para se compreender os altos e baixos do género. Para todos aqueles que estavam à espera de melhor, saiu recentemente um novo álbum dos colegas de editora, os Thy Art Is Murder, que é bem capaz de saciar os mais exigentes fãs de deathcore.

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