Suecos, mas a soar a alemães, os Mad Hatter impressionam com o novo álbum "Pieces Of Reality", um portento de power metal indicado para... Mad Hatter: coleccionadores de emoções

Origem: Suécia
Género: power metal
Último lançamento: “Pieces Of Reality” (2020)
Editora: Art Gates Records
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Suecos, mas a soar a alemães, os Mad Hatter impressionam com o novo álbum “Pieces Of Reality”, um portento de power metal indicado para fãs de Edguy, Avantasia e Helloween. A Metal Hammer Portugal falou com o vocalista e mentor Petter Hjerpe, que nos contou com chegou a este segundo álbum.

«Vamos esperar que o power metal acorde e fique maior como antigamente

Death e black metal têm vivido uma enorme popularidade globalmente e parece-nos que heavy metal tradicional e power metal não estão tão em voga como antes. Sendo uma banda de power metal, sentes isso?
Sim! Power metal tem os seus fãs, pessoas como eu que cresceram a ouvir bandas no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Também temos novos fãs e mais jovens, mas a maioria ouve mais black e death. Não sei porquê, mas a música é uma forma variável, então vamos esperar que o power metal acorde e fique maior como antigamente.

O novo álbum é muito rico em melodia e sentido épico – aqueles refrãos cativantes, solos precisos e a atmosfera dos teclados, é tudo muito bom. Quão satisfeito estás com o resultado final?
Estamos muito orgulhosos deste álbum, pois desta vez fizemos tudo, nós mesmos – composição, produção, gravação, mistura e artwork. Portanto torna-se muito pessoal que as pessoas gostem dele! Tivemos alguma pressão desde o último álbum!

A tua voz lembra-nos bastante Tobias Sammet e algumas músicas parecem ser muito inspiradas em projectos como Avantasia. Concordas? Como é que o power metal alemão vos ajudou a moldar o vosso som?
Bem, ouço muito power metal alemão, como Edguy, Helloween, Freedom Call, entre outros. Por isso, fui muito influenciado pela maneira como as vozes soam bem num álbum de power metal. Depois, quando cantei, tentei apanhar aquele toque do que me inspirava. Mas parecer-me com Tobias Sammet é mais uma coincidência do que uma imitação. A minha voz soa assim quando canto. Tento apanhar o vibrato e o tom certos, e assim soa um pouco como o Tobias. Acho que nos parecemos um pouco com Avantasia porque temos aquela atmosfera que eles têm. Não cantamos sobre guerreiros e dragões, somos mais Tim Burton. Somos inspirados por esse tipo de fantasia.

Como é que a pandemia da Covid-19 afectou os vossos planos?
Actualmente, não temos concertos planeados por causa do vírus! O nosso objectivo é crescer e conseguir mais concertos. Tocámos ao vivo apenas uma vez! Para podermos crescer como banda, temos de tocar. Mas tentamos espalhar a nossa música da melhor maneira possível e esperamos que este novo álbum entretenha as pessoas fechadas em casa.

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