Quase oito anos depois do primeiro álbum, os finlandeses Abstrakt mostram a sua evolução com "Uncreation", um disco de symphonic death/black... Abstrakt: cisma da humanidade

Origem: Finlândia
Género: symphonic death/black metal
Último lançamento: “Uncreation” (2021)
Editora: Inverse Records
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Quase oito anos depois do primeiro álbum, os finlandeses Abstrakt mostram a sua evolução com “Uncreation”, um disco de symphonic death/black metal que respira norte da Europa.

«O nosso objectivo principal era criar um álbum excelente, e temos a sensação de que fomos bem-sucedidos.»

Novo álbum: «Pode ser um cliché, mas o nosso objectivo principal era criar um álbum excelente, e temos a sensação de que fomos bem-sucedidos. Todas as críticas até agora têm sido positivas, algumas até extremamente positivas. Quando começámos este projecto há cerca de sete anos, lançámos logo o nosso primeiro álbum, “Obsidian”. É um bom álbum, mas tínhamos a sensação clara de que poderíamos fazer muito melhor. E aqui está o resultado: “Uncreation” tem quase uma hora de duração e está repleto de black metal sinfónico – minimalismo não é a a nossa cena. Estamos muito orgulhosos da nossa criação.»

Conceito: «Há um conceito vago e, modestamente, não é mais do que todo o ciclo de vida do universo. Tudo começa do caos, portanto é tempo de criação. E tudo termina na descriação, após a qual não existe absolutamente nenhum vestígio deste universo. Portanto, descriação e não destruição.
Em menor grau, o ponto de vista é alterado para um mais pessoal. Não diria pessoal, mas humano – como um Homem acordaria e começaria a compreender verdadeiramente a realidade (ou visão tendenciosa da realidade…?), desenvolvendo paixão pela visão científica do mundo. O propósito é apenas o conhecimento de si mesmo. E depois surge a queda do Homem.»

Evolução e influências: «O nosso som evoluiu de várias maneiras. A mais óbvia, aos nossos olhos, é que os riffs são mais firmes e intrincados, as orquestrações são maiores e mais cinematográficas do que em “Obsidian”, e outro grande passo foi a evolução nas vozes – há partes faladas, vozes de suporte e alguns segmentos com coro que realmente proporcionam vida ao álbum.
No que diz respeito às referências musicais e inspirações, seria impossível não mencionar Children of Bodom, Dimmu Borgir, Two Steps from Hell e Hans Zimmer do lado do Azul Corax (guitarras, teclados).
Quanto ao Apostate (guitarras), não diria que muitas das músicas tenham sido diretamente inspiradas por riffs de qualquer outra banda. Mas alguns artistas ouvidos durante este processo incluem Mgła, Cynic, Between the Buried and Me, Alcest, Cattle Decapitation e SikTh.»

Review: Com guitarras estelares que saltam logo à nossa atenção, estes finlandeses tornam a sua sonoridade ainda mais robusta e épica com arranjos orquestrais que se ouvem muito bem mas que não roubam todas as luzes dos holofotes – o que mostra inteligência. Designados como symphonic death/black metal, todas as partes estão bastante bem definidas, sendo que o black metal se sente mais na voz e o death metal no tecnicismo das guitarras, havendo mesmo breakdowns subtis em temas como “Etherstorms”. De resto e no seu todo, o som que produzem respira norte da Europa por todos os poros, com algumas descaradas influências em Children of Bodom.