“Edder & Bile” irá decerto satisfazer os seguidores de black/death metal, contendo muitos elementos técnicos que vão surpreender, graças à perícia... Cadaver “Edder & Bile”

Editora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 27.11.2020
Género: death/black metal
Nota: 3/5

“Edder & Bile” irá decerto satisfazer os seguidores de black/death metal, contendo muitos elementos técnicos que vão surpreender, graças à perícia absoluta de Verbeuren e à capacidade vocal alongada e tremenda de Odden.

Esta banda de death metal encandeia os nossos preconceitos da música mais extrema num regresso inusitado e há muito esperado com o homem do leme Anders Odden (Satyricon) e o seu parceiro de crime Dirk Verbeuren (Megadeth) num ataque sonoro a fazer lembrar a violência arrogante e brutal dos seus antepassados.

Com mais de 20 anos de carreira – e já no seu quarto álbum de estúdio – “Edder & Bile” apresenta-se com uma sonoridade técnica e a fazer louvar as raízes do death metal que fazem da dupla uma das mais constantes em termos qualitativos. Anders Odden tem uma reputação estabelecida nos Satyricon, sendo o baixista da banda desde 2009. No entanto, esta fama não retira aos Cadaver o tão desejado, pelo seu fundador, estatuto de underground. Ora, este estatuto dá à dupla uma certa anarquia sonora que transforma os seus álbuns em absoluto caos musical, quase como se deixasse um rasto de cadáveres na tempestade que lançam em cada longa-duração. “Edder & Bile” é isto e muito mais, contendo pormenores técnicos não tão amplamente reconhecidos do black metal, mas o death/black metal é o núcleo duro deste projecto que, para muitos, é um seguimento dos Satyricon. Este quarto disco de originais conta com a presença de Jeff Becerra (Possessed) e Kam Lee (Massacre) nas faixas “Circle of Morbidity” e “Feed the Pigs”, respectivamente.

O estado de espírito deste álbum é muito semelhante aos tempos mais primitivos da banda, com uma absoluta decadência e perversidade a dominarem o conceito geral e o humor das dez faixas. Não há nada positivo nem alegre neste álbum. Dirk Verbeuren acrescenta uma toada progressiva na percussão, criando algumas das melhores composições da carreira da dupla. Segundo Anders Odden, este é um álbum que roça e honra a fragilidade da condição humana, deixando o próprio «brutalmente feliz» com o resultado deste longa-duração.

Os temas são todos curtos, mas efusivos e brutais, com as tremendas “Circle of Morbidity”, “Deathmachine”, “Reborn” e a homónima a liderarem a tabela. “Edder & Bile” irá decerto satisfazer os seguidores de black/death metal, contendo muitos elementos técnicos que vão surpreender, graças à perícia absoluta de Verbeuren e à capacidade vocal alongada e tremenda de Odden.