O burburinho underground em torno de The Ogre não é de agora, mas, com “Entity”, esta one-man band brasileira elevou a fasquia da originalidade... The Ogre: entidades mí(s)ticas

Origem: Brasil
Género:  death metal
Último lançamento: “Entity” (2019)
Editora: Sliptrick Records
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Entrevista e review: João Correia

O burburinho underground em torno de The Ogre não é de agora, mas, com “Entity”, esta one-man band brasileira elevou a fasquia da originalidade e passou a dar mais que falar junto da comunidade internacional.

“Gosto muito de compositores de bandas sonoras de filmes como Hans Zimmer, assim como Junkie XL”

O que esperar: «“Entity” é o meu lançamento mais robusto até à data, estou mesmo orgulhoso de como todas as músicas se uniram e, pela resposta que recebi dos meus ouvintes, acho que consegui algo verdadeiramente especial. Lancei-o digitalmente em 2019 e no início de 2020 será lançado em formato CD pela Sliptrick Records, à qual agradeço pela parceria.»

Conceito: «“Entity” foi escrito com a intenção de levar o ouvinte através de uma jornada de histórias de terror, como se fosse um filme construído com diferentes ramos caóticos ameaçadores. Porque se trata de uma “one-man band”, é mais fácil de manter as letras e músicas em sincronia com a atmosfera. Li alguns livros sobre relatos reais de fantasmas para chegar ao lugar certo para fazer este trabalho, mas também tento lançar algumas músicas diferentes para que o álbum não se torne aborrecido.»

Influências: «Ouço IMENSAS bandas e música, do hard rock ao brutal death metal, e gosto muito de compositores de bandas sonoras de filmes como Hans Zimmer, assim como Junkie XL, por isso é muito evidente a liberdade que tenho com The Ogre para escrever qualquer coisa que me pareça bom. É por isso que alguns críticos e sites têm dificuldade em colocar um rótulo na banda, devido aos muitos estilos; algumas pessoas chamam-lhe de “Progressive Death Metal” e sinto-me confortável com isso.»

Review: De Vera Cruz chega-nos The Ogre, a visão de blackened death metal progressivo de Diogo Marins. A primeira coisa que escutamos com nitidez é o típico som extremo brasileiro, aquele cheirinho a agressividade insana que nomes como Sarcófago, Mystifier e Sextrash nos habituaram ao longo das décadas, mas com uma abordagem moderna e progressiva. Mas o tema “Phantasmagoria” é muito mais do que isso, com elementos de avantgarde como teclados introduzidos em secções específicas que elevam a música a outro patamar. Som actual com a garra dos anos 80/90.