Em Março de 2020, a propósito do álbum “The Ghost of Orion”, o vocalista de My Dying Bride, Aaron Stainthorpe, revelou à Metal Hammer... Stainthorpe (My Dying Bride) e o livro de poesia: «Escrevi muito, está tudo em bocados de papel e cadernos»
Foto: John Steel

Em Março de 2020, a propósito do álbum “The Ghost of Orion”, o vocalista de My Dying Bride, Aaron Stainthorpe, revelou à Metal Hammer Portugal que estava a compilar todos os seus escritos para lançar um livro. Na altura, disse: «Neste momento estou a juntar todas as minhas letras, porque gostava de publicar um livro brevemente, no fim deste ano ou em 2021, com todos os meus escritos. (…) Vou encher este livro com os meus pensamentos e ideias e letras, e vou deixar que outras pessoas decidam se é bom, mau ou horrível ou poesia ou apenas uma confusão.»

Meses depois, às portas de lançarem o EP “Macabre Cabaret” a 20 de Novembro, a Metal Hammer Portugal voltou a conversar com o britânico, questionando-o sobre como corre o processo. «Muito lentamente! [risos]», dá uma gargalhada. «Escrevi muito e está tudo em bocados de papel e cadernos. Tenho de digitalizar, tenho de teclar para o computador, para ter algo apresentável para uma editora – e essa é parte mais chata! Tentei arranjar programas para reconhecimento de voz, para poder ler os poemas e o computador fazer isso tudo automaticamente, mas não funciona com poesia, porque poesia não tem frases normais e o computador está sempre a tentar corrigir a gramática, e em poesia não deves fazer isso. Portanto tenho de teclar tudo – demora imenso tempo, mas estou a chegar lá lentamente. Não há prazos, não há pressas, estará pronto quando estiver.»

Deixando a decisão de ser poeta ou não para quem o lê, este contratempo com o reconhecimento de voz encaminha-nos realmente para considerar Aaron um trovador de poesia – será? «Talvez! Não me cabe a mim dizê-lo», responde. «Um dia posso levantar-me e dizer: ‘Sou um vocalista e, sim, sou um poeta!’ Mas quando disser isso, as pessoas vão dizer: ‘Então mostra-nos o teu trabalho!’ E assim tenho de publicar o trabalho e depois dizer que sou um poeta.»

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Recorda a entrevista de Março de 2020 em baixo: