Rob Halford, Glenn Tipton, Richie Faulkner e Scott Travis recordam meio século a defender a fé. Judas Priest: «Emproamos a bandeira do heavy metal há 50 anos, e há mais por vir»

Rob Halford, Glenn Tipton, Richie Faulkner e Scott Travis recordam meio século a defender a fé.

Foto: Justin Borucki

A tarde mal tinha começado e o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA já emitia um “Aviso de Calor Excessivo” para a área metropolitana de Phoenix. À medida que o termostato se aproxima dos 45°C, as agências de notícias alertam os moradores para permanecerem em ambientes fechados ou correrão o risco de insolação terminal. É bastante metal, na verdade, e é onde encontramos Rob Halford, confortavelmente instalado na sua casa com ar-condicionado. O lendário vocalista dos Judas Priest e residente de longa data em Phoenix completou 69 anos e [N.d.T: na altura da entrevista] ainda está a deleitar-se com os parabéns recebidos online.

«É absolutamente impressionante, emocionalmente, ver tanto amor a vir de todos os lados possíveis», diz à Metal Hammer, «particularmente nas redes sociais, como Instagram e Facebook. Passei um bom bocado a ler os lindos comentários e as coisas que as pessoas estavam a dizer sobre Priest e o metal que fazemos».

Na sua história selvagem e colorida, a cultura metal não sofre com a falta de lendas, mas apenas Rob Halford é conhecido como o Deus do Metal. Extremamente amigável, chama-nos pelo primeiro nome durante a entrevista e partilha as suas ideias com uma intensidade ponderada. A autobiografia de Rob, “Confess”, foi lançada e os Judas Priest estão a comemorar o seu 50º aniversário, colocando-o num estado de espírito em reflexão.

«É um momento muito poderoso ao ler esses comentários lindos», diz, «porque tudo se refere à conversa que teremos hoje, sobre como o metal está tão imerso na vida de tantos maníacos por metal à volta do mundo. Particularmente, neste caso, por Judas Priest».

De facto, estamos aqui para falar sobre uma das bandas mais importantes da história do metal e tudo o que ela alcançou, inspirou, superou e conquistou em mais de meio século. Mas falar sobre a influência dos Judas Priest no heavy metal é como falar sobre a parte redonda de uma bola de futebol. O metal, como o conhecemos hoje, dificilmente poderia existir em qualquer forma reconhecível sem o quinteto de olhos de aço que emergiu de Midlands no início dos anos 1970. Originalmente formados em 1969, os Priest passaram por uma série de mudanças na formação antes de congelarem em 1973 à volta do núcleo composto por Rob na voz, o guitarrista Ken “K.K.” Downing e o baixista Ian Hill. Em 1974, por sugestão da editora da altura, um jovem shredder virtuoso chamado Glenn Tipton juntou-se à banda como segundo guitarrista. Vários homens comandariam os tambores de Judas Priest nas primeiras duas décadas, até que o poderoso Scott Travis ascendeu ao trono em 1989.

Desde a sua casa no Reino Unido, Glenn lembra-se de ter visto Judas Priest pela primeira vez. «Ver a banda e ouvir as habilidades vocais do Rob… foi verdadeiramente mágico», diz. «Ele tem uma voz muito distinta. Tinha muita crença na banda e no Rob.»

Se Rob Halford é o Deus do Metal, então Glenn Tipton é o Senhor do Riff Metal dos Priest. Qualquer guitarrista talentoso e trabalhador consegue ficar encantado ao ser conhecido por compor um ou dois riffs memoráveis, mas, ao longo das décadas, Glenn compôs literalmente dezenas de sucessos mundialmente famosos e de abanar estádios. Em 2018, Glenn afastou-se das digressões após ser revelado um diagnóstico de Doença de Parkinson em estágio avançado. Apaixonado e completamente sem defesa, Glenn diz-nos que, apesar dos seus problemas de saúde, está a aguentar firme. «Tenho dias bons e dias maus», diz, «portanto simplesmente vou em frente. Estou muito positivo nalguns dias, mas noutros estou bastante negativo, por isso apenas tento fazer com que cada dia valha e divirto-me».

Nos seus primeiros anos, através da sua estreia em 1974, “Rocka Rolla”, os Priest alinharam-se mais com o rock progressivo e com o blues eléctrico da época – bandas como Cream, Yardbirds, Hendrix e os primeiros tempos de Led Zeppelin. Nestes estilos, viram possibilidades ainda inexploradas e aproveitaram o momento. «Sempre sentimos que Judas Priest nasceu na hora certa», diz Rob. «Tivemos essa oportunidade maravilhosa de ser inspirados por músicos muito incríveis e de se fazer algo único nos primeiros estágios.»

Tirando algumas semelhanças superficiais, os Judas Priest não soam a nenhuma das primeiras bandas, incluindo Black Sabbath. Com ritmos duros, e com um espetáculo ferozmente comovente vindo de dois shredders metal e um frontman que parecia canalizar as suas vozes dos céus, sabiam que tinham conjurado algo que era, ao mesmo tempo, sombriamente poderoso e irremediavelmente cativante. Foram os Judas Priest quem primeiro alquimizaram essas primeiras influências num novo estilo de música punitivo que o mundo logo reconheceria como uma nova variedade de heavy metal. Vão para a estrada o mais rápido possível. «Estávamos a preparar terreno com todas aquelas incontáveis viagens para cima e para baixo pelas auto-estradas britânicas e através dos ferries para a Europa antes mesmo de pormos os pés na América», diz Rob.

No Reino Unido, o baixista Ian Hill faz uma pausa nos ajustes do seu Bentley para conversar. Ian ri alto e frequentemente, e enfatiza que, naqueles primeiros dias, nada era fácil. «Foi um trabalho árduo, sabes? Nalgumas vezes íamos para a Noruega em Fevereiro! Punhas o equipamento na parte de trás da carrinha e punhas os colchões em cima do equipamento e dormias aí. Às vezes, nem tínhamos a certeza se tínhamos dinheiro para a gasolina, para voltarmos a casa. [risos] Era tudo tão emocionante, era mesmo. Adorámos cada minuto.»

Hoje em dia, a maioria das bandas lança um novo álbum em intervalos de anos. Agora, considere-se que, começando com “Rocka Rolla”, os Priest lançaram 12 álbuns em 16 anos. «Não sei como conseguimos», diz Rob, «é uma loucura! Estávamos na estrada durante um ano, fazíamos uma pausa de uma semana, voltávamos ao estúdio e fazíamos outro álbum».

«Nos álbuns, quando começámos», explica Ian, «acho que tínhamos um total de 24 faixas, portanto não se demorava muito».

De forma constante e progressiva, os Judas Priest evoluíram o seu som de “Sad Wings of Destiny” (1976) para a obra-prima de 1980, conhecida como “British Steel”. Cada álbum apresentou maior musicalidade, ambição e atitude. Rob diz: «Acho que a mentalidade de cada álbum dos Priest é: ‘O que podemos fazer de diferente do último álbum?’»

Em “Sad Wings of Destiny”, os Judas Priest apresentaram ao mundo o temível espectáculo do seu ataque duplo. Glenn e K.K. tocavam a um ritmo vertiginoso, tecendo melodias profundamente intrincadas, construindo-se em direção a clímaxes tão poderosos que deixavam os estádios lotados sem fôlego, roucos e a implorar por mais.

«As guitarras duplas são bastante únicas», diz Glenn. «Havia bandas como Wishbone Ash que tinham guitarras duplas, mas tínhamos dois guitarristas de heavy metal a harmonizar e a produzir um cenário de som stereo emocionante.» Glenn e K.K. tinham estabelecido um novo padrão para a música pesada que iria figurar proeminentemente dentro de alguns anos com a ascensão dos Iron Maiden e da NWOBHM.

Em 1980, com a potência dramática de faixas como “Breaking the Law”, “Living After Midnight” e “Rapid Fire”, a obra-prima conhecida como “British Steel” levou os Priest aos EUA, onde entraram no Top 40 e nunca mais olharam para trás. «Escrevemos e gravámos o “British Steel” em cerca de quatro semanas», recorda Glenn. «Escrevemos metade no estúdio – algumas excelente músicas, como “The Rage”, sugiram naturalmente. Às vezes, as melhores coisas acontecem quando as fazes rapidamente…»

Rob acrescenta: «Acho que começámos a ficar mesmo empolgados sobre onde estávamos quando lançámos o álbum “British Steel”. Foi um momento importante para nós, até certo ponto.»

Se “British Steel” os estabeleceu como a banda de metal pré-eminente da sua geração, um lançamento dois anos depois iria catapultá-los para o mainstream. «A primeira vez que tivemos muito sucesso foi provavelmente com “Screaming for Vengeance”», diz Ian, «quando o rádio AM começou a tocar “You’ve Got Another Thing Coming”. Isso tornou-nos um ‘sucesso instantâneo’. [risos] Estávamos numa subida longa e constante até àquele ponto e depois a modos que descolámos».

Avançando para o presente, venderam mais de 50 milhões de álbuns, fizeram digressões pelo planeta Terra inúmeras vezes, lançaram 18 discos e ganharam um Grammy, mas insistem que nunca descansaram sobre esses louros. «Por causa de quem somos e de onde vimos», diz Rob, «nunca nos olhámos nos olhos e acenámos com o polegar para dizer que está feito».

Glenn concorda, e diz: «Suponho que nunca aceitámos o elogio sobre como nos tornámos grandes. Mantivemos sempre os nossos pés no chão e apenas damos o melhor concerto que conseguimos cada vez que subimos ao palco.»

Ao mesmo tempo, todos estão cientes da enorme altitude do seu legado. Rob diz: «Não existe outra banda como Priest, e não digo isso de um pedestal. É um facto.»

«O meu foco principal era a minha banda, Judas Priest e heavy metal», acrescenta Rob. «Mas nos primeiros tempos, [a minha sexualidade] estava bem guardada no armário e os poucos que sabiam mantinham isso tão silencioso quanto eu.»

Em 1985, dois jovens do Nevada realizaram um pacto de suicídio após um dia de, supostamente, álcool, marijuana e álbuns de Judas Priest. As suas famílias processaram a banda, alegando que os Judas Priest encorajavam os fãs a tirarem as próprias vidas, inserindo mensagens secretas ao contrário em “Stained Glass”, como «let’s be dead» e «do it». A banda, claro, não fez tal coisa e o caso foi encerrado, mas sem antes os Judas Priest serem arrastados pela difamação na imprensa americana. Ian recorda: «Não esperávamos que fosse a tribunal. Mas, numa semana, acho que o juiz percebeu que cometeu um erro terrível ao deixar isto chegar a tribunal.»

Revitalizada e renovada, a banda entrou nos anos 1990 com “Painkiller”, um cerco saqueador de metal moderno que injectou a agressividade do thrash no seu som característico. Não foi apenas um dos seus melhores momentos – foi uma declaração. «De todos os álbuns que fizemos, aquele tinha um tipo de agenda definido, se essa é a palavra certa», explica Rob. «Queríamos que fosse implacável, que é o que é esse disco, da primeira à última faixa.»

“Painkiller” contou com a estreia do baterista Scott Travis, cujo violento bombo duplo e vóleis hipercinéticos impulsionaram os Priest para uma nova era. «Foi uma revelação quando ele apareceu», diz Ian. «[O baterista anterior] Dave Holland era um grande baterista técnico, mas não conseguia lidar com as coisas que o Scott faz. De maneira nenhuma, deus o abençoe. Na verdade, o Scott abriu um caminho completamente novo para nós.»

Agora, com 30 anos de mandato, Scott diz-nos: «Agora entendo a gravidade dos Judas Priest, que é uma banda lendária, e isso só vem com o tempo. Demora-se muito tempo para se tornar, ouso dizer, uma banda lendária, porque é isso que Priest é. Às vezes olho para eles como se nem estivesse na banda, do tipo: ‘Uau, isto é Judas Priest! São lendários!’ [risos]»

Nascido na Virgínia, onde o encontramos, o descontraído e simpático baterista é o único que não é inglês na banda – detalhe que não lhe escapou quando ingressou. «Não era só americano», diz, «como também era pelo menos 10 anos mais novo do que eles. Podia ter tudo ficado completamente em forma de pêra, como se costuma dizer no Reino Unido. Não houve choques de personalidade – nada disso. Acho que houve um pouco de risco da parte deles, mas aqui estamos, 30 anos depois».

Depois, em 1992, Rob surpreendeu a comunidade metal ao deixar a banda em busca de novos projectos. Três anos depois, os Priest recrutaram o vocalista americano Tim “Ripper” Owens, vindo de uma banda de tributo a Judas Priest. Lançaram dois álbuns com Ripper – “Jugulator” e “Demolition” – antes de Rob regressar em 2003. «O Tim é um vocalista brilhante», diz Ian. «É mesmo. Mas não era um Rob e acho que esse era o problema que todos tinham com ele – incluindo o Tim. Quando o Rob disse que queria voltar e reunir-se, o Tim foi completamente a favor porque ele conseguia ver isso.»

Glenn recorda os anos de Ripper «com carinho», e diz: «O Tim é um bom rapaz. Fizemos excelentes digressões e divertimo-nos.»

O regresso de Rob à banda em 2003 levou a um trio de campanhas em estúdio – “Angel of Retribution”, “Nostradamus” e “Redeemer of Souls”. Foi nesse período, em 2011, que K.K. Se aposentou de Judas Priest, citando inúmeras queixas contra a banda e a sua gestão. O prodígio britânico Richie Faulkner ingressou como substituto de K.K. e causou impacto imediato, tanto na composição como ao vivo.

Richie é enérgico, afável e possuidor de um humor britânico seco. Em Julho, ele e a sua companheira Mariah deram as boas-vindas à primeira filha, Daisy Mae, o que o manteve bastante ocupado e extremamente feliz. Ao entrar em Priest, Richie sentiu o amor imediatamente. «Foi uma sensação imediata de inclusão e respeito e família. Tive uma oportunidade com uma das melhores bandas do mundo, na minha opinião, portanto se eles me dissessem para aparecer, tocar as partes e pôr-me a andar, eu estaria bem. Mas não fizeram. Foi do tipo: ‘O que achas?’, ‘Qual é a tua opinião?’, ‘O que farias aqui?’, ‘Como é que podemos mudar isto?’ Quando te dão 1000%, tu devolves 10000%.»

Em “Firepower”, de 2018, a banda atingiu outro ponto alto com a colecção mais consistente e cativante desde “Painkiller”, novamente a exibirem a sua capacidade de se modernizarem enquanto carregam aquele inimitável ADN de Priest.

Apesar de anos de viagens pelo mundo, de acordo com Richie, os Judas Priest permanecem próximos das suas raízes britânicas. «Somos todos umas mulheres velhas queixosas, até certo ponto!», ri. «Somos todos estereotipadamente ingleses. Gostamos de um bar escuro com tectos baixos, sem luz e com comida de merda – compreendes o que quero dizer?»

Como Black Sabbath e um punhado de outras bandas metal, os Judas Priest transcenderam a sua fama no metal e conquistaram um lugar na cultura mainstream. Houve, claro, o filme “Rock Star”, um conto fictício vagamente inspirado na saída de Rob da banda, estrelado por Mark Wahlberg no papel de Ripper. Também fizeram uma participação especial em “The Simpsons”, mas o momento mais peculiar pode muito bem ser o documentário de culto “Heavy Metal Parking Lot”, com literalmente um estacionamento cheio de fãs de Judas Priest a beberem cerveja e a aquecerem para um concerto deles. «Acho que o “Heavy Metal Parking Lot” resume tudo, a sério», diz Glenn. «Alguns dos nossos fãs são animais e adoram metal! Temos fãs mesmo leais!»

«As pessoas gostam de viver um pouco mais no lado selvagem, se é que me entendes», diz Ian. «Não as pessoas que geralmente encontrarias em Yale ou Harvard. [risos]»

Em breve, os fãs terão um novo motivo para celebração. A banda revelou que, mesmo antes do bloqueio devido à COVID, começaram a trabalhar num novo álbum. «Começámos o ano a preparar a próxima obra-prima metal dos Judas Priest», diz Rob, «e tivemos uma enorme sessão de composição e temos uma enorme quantidade de material empilhado, o que é realmente emocionante após a gloriosa resposta que tivemos com “Firepower”».

«Vai ser bom», diz Scott. «O Rob fica sempre muito entusiasmado com novas músicas, o que é óptimo, porque ele é um tipo muito criativo, e quando és tão criativo, naturalmente nunca te deitas à sombra dos louros. Quer-se fazer algo novo e divulgá-lo.»

Embora atrasado pela COVID, o processo permanece o mesmo. «Compilamos todas as nossas ideias, reunimo-nos e pomo-las na panela para ver o que cola», explica Richie, «depois vemos o que ilumina a sala, vemos o que Rob agarra. Pode ser um riff no qual o Rob realmente põe os dentes, que inspire uma letra ou uma introdução, verso ou refrão, e de repente tens o núcleo de uma música».

Os fãs de Priest ficarão empolgados ao saber que o guitarrista Glenn Tipton continua tão profundamente imerso no processo como sempre. «Parkinson é uma doença degenerativa», diz Richie, «portanto fica cada vez pior e tens de continuar a tomar medicamentos para mantê-la sob controlo. Mas a melhor coisa com o Glenn é que ainda temos a sua mente. A sua mente ainda está esperta e as suas ideias ainda estão apuradas. Vou dizer-te uma coisa, pá – posso ter um riff ou uma parte ou uma secção e não sei o que é, mas falta-lhe alguma coisa. O Glenn dirá: ‘Tenta isto.’ E vou pensar: ‘Isso não vai funcionar. Estás maluco…’ E depois vou tentar e vejo que é o exacto contrário ou riff ou parte que precisava para tornar aquilo Judas Priest. Se ele estiver a ter um dia difícil com a guitarra, ele continua lá connosco, a surgir com ideias – quase num papel de produtor. E ele já está em algumas das faixas até agora. Mas se ele estiver a ter um dia mau com a guitarra, ele pode simplesmente mandar as suas ideias e, honestamente, é isso que, às vezes, faz a diferença». Andy Sneap, o guitarrista britânico e guru de estúdio que co-produziu “Firepower”, foi escalado para substituir Glenn nas próximas actuações ao vivo.

Com tantos dos seus pares já aposentados, falecidos ou desvanecidos no circuito da herança, é inspirador ouvir a emoção genuína entre eles, para comporem novo material e metê-lo cá fora para os fãs. «Se não estou muito enganado», diz Rob, «Priest é a banda de heavy metal mais antiga do mundo – de 1969 a 2020. É notável, é mesmo».

Aconteça o que acontecer a partir daqui, os Priest serão lembrados por muitos motivos no futuro. Considerando como gostaria que a história visse a sua banda, Glenn é confortavelmente directo. «Um legado de verdadeiro heavy metal», responde, observando que espera que seja um legado que «inspire a forma do metal que virá».

«É uma declaração simples: ‘Judas Priest, Defenders of the Faith’», acrescenta Rob. «Porque é isso que temos feito nas nossas vidas, no metal, durante todos estes anos. Emproando a bandeira do heavy metal há 50 anos, com mais por vir.»

Consultar artigo original em inglês.