Apresentado em 2021, Iscuron podia muito bem ter aparecido em meados dos anos 1990 devido a toda a sua pompa medieval... Iscuron: do tempo que (não) volta

Origem: Itália
Género: folk/symphonic black metal
Último lançamento: “The Nothing Has Defeated Atreyu” (2021)
Editora: independente
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Apresentado em 2021, Iscuron podia muito bem ter aparecido em meados dos anos 1990 devido a toda a sua pompa medieval misturada com black metal denso. Indicado para fãs dos primeiros tempos de Dimmu Borgir.

«A música de Iscuron é provavelmente a soma da minha jornada musical pessoal pelo black metal. Uma jornada com mais de 20 anos.»

Objectivos: «Oferecer uma viagem atmosférica em que a atmosfera é obtida através da sobreposição consciente de diferentes camadas musicais. A secção rítmica e a estrutura das músicas são solidamente black metal: blast-beats, ritmos rápidos e guitarras distorcidas estão presentes na maior parte do tempo. No entanto, todos os arranjos incluem, na maioria dos casos e ao mesmo tempo, sons de música clássica, folclórica e componentes de música electrónica.»

Conceito: «O conceito comum das letras da maioria das faixas é o meu ponto de vista sobre a civilização humana: a auto-ilusão errada do progresso e a auto-ilusão da nossa centralidade no quadro mais amplo da Natureza e da História.
O tema-título do álbum é inspirado no livro “The NeverEnding Story”, de Michael Ende, e estou a afirmar claramente quem, na minha opinião, ganhou a guerra no final.
Duas excepções conceptuais são as duas últimas faixas do álbum: “Caterina 1667” e “In the Darkness”. A primeira é inspirada num episódio histórico ocorrido em 1667 no pequeno lugar nas montanhas onde moro: uma rapariga matou o padre e o seu assistente com uma foice, sendo depois foi presa e finalmente executada publicamente. Fiquei simplesmente fascinado pela história, e a letra é apenas uma narrativa sem nenhum significado especial. A segunda, que é uma espécie de balada black metal, é sobre a minha relação com o género e o meu estilo de vida isolado (já antes da covid!).»

Sonoridade e influências: «Gosto de descrever o meu estilo musical como black metal sinfónico / atmosférico / medieval. Comecei a ouvir e a tocar black metal em meados dos anos 90. A faísca, também por razões de idade, foi a fase final do início do black metal escandinavo (Burzum, Emperor, Immortal, Marduk), quando a abordagem sinfónica começou a espalhar-se (Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Samael, Moonspell, Dissection). Em tempos mais recentes também gostei das novas nuances atmosféricas, medievais e até espaciais (Vargrav, Severoth, Aorlhac, Forteresse). A música de Iscuron é provavelmente a soma da minha jornada musical pessoal por este género. Uma jornada com mais de 20 anos.»

Review: Apresentada em 2021, a sonoridade deste projecto italiano podia muito bem ter sido criada e lançada em meados dos anos 1990, quando o black metal norueguês começou a incorporar teclados em barda através de bandas como Satyricon e Dimmu Borgir. Com uma base black metal, em que ouvimos blast-beats com força, guitarras densas mas algo cruas e uma voz radiofónica, a mente criativa de Iscuron desenvolve as suas músicas através da utilização de muitos teclados (e não só) que fornecem um ambiente medieval e algo épico, podendo-se, raras vezes, identificar como metal sinfónico. Interessante ouvir isto na actualidade, Iscuron é indicado para fãs de Dimmu Borgir por altura de “For all tid” e “Stormblåst”.