Acabados de lançar o novo EP "Death of the Cosmic" pela Napalm Records, Casey Hurd faz-nos uma visita guiada à carreira dos seus Hinayana,... Hinayana: caminho do sofrimento
Foto: Jackie Schutza

Editora: Napalm Records
Género: melodic death/doom metal
Último lançamento: “Death of the Cosmic” (EP, 2020)
Editora: Napalm Records
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Acabados de lançar o novo EP “Death of the Cosmic” pela Napalm Records, Casey Hurd faz-nos uma visita guiada à carreira dos seus Hinayana, desde a sua fundação até ao futuro que nos deverá trazer o segundo longa-duração.

«Os temas líricos incluem perda de esperança, desapego e auto-realização através do sofrimento.»

Casey Hurd

Fundação: «Pouco depois da primeira demo, percebi que valia a pena transformar o projecto numa banda completa. Inicialmente não tinha a certeza se [a demo] seria bem recebida, apenas a lancei pelo propósito de criar/lançar música. Cresci e morei na zona de Austin, Texas, durante algum tempo e não estava totalmente em contacto com a cena metal da cidade, portanto faltavam-me pares, amigos da escola, etc., que tivessem o desejo de se começar uma banda como eu tinha. Geralmente, as pessoas da minha cidade natal interessavam-se mais por música country do que pelos géneros específicos de metal extremo que eu ouvia. Portanto, foi uma surpresa agradável quando as pessoas, na Internet, elogiaram a demo “Endless”. Foi realmente o que me encorajou a dar o meu melhor para formar uma banda, para tocar essas músicas ao vivo. Demorou alguns anos – entre a demo de 2014 e o longa-duração de 2018, grande parte desse tempo foi apenas para encontrar um baterista permanente que compartilhasse a visão. Com alguma persistência e ajuda do Craigslist (sim, Craigslist), anos depois aqui estamos como banda!»

Nome da banda: «Não se refere directamente ao budismo. Na verdade, escolhi este nome porque gostei do significado da palavra sânscrita (embora goste de como é aplicada no budismo), mas principalmente pelo significado de ‘caminho menor’, ‘caminho do sofrimento’. Talvez o significado do nome da banda não permeie todas as letras das nossas músicas, mas, geralmente, os temas líricos incluem perda de esperança, desapego e auto-realização através do sofrimento.»

Nature Ganganbaigal (RIP) no tema “Cold Conception”: «Tem um significado agridoce desde a sua morte. Definitivamente, agora tem mais significado do que antes. Foi emocionante misturar as partes dele no estúdio após a sua morte. A música em si é mais ou menos sobre o caminho autodestrutivo que o homem está a trilhar e como deixamos para trás a força espiritual que nos torna humanos – a sua morte adiciona um significado muito mais real e doloroso à música. Provavelmente, será uma das músicas mais adoradas que fizemos devido ao seu envolvimento e ao toque que ele tinha como músico.»

Referências: «No início, o meu estilo de tocar guitarra era fortemente influenciado por bandas como Psycroptic, Decapitated e, geralmente, bandas de death metal mais focadas no ritmo. Quando descobri bandas de metal melódico como At the Gates, In Flames, Insomnium e Swallow the Sun junto com Opeth, Black Sun Aeon e Katatonia – muitas bandas da Escandinávia / Norte da Europa –, isso deu uma dimensão totalmente diferente à música que eu adorava. Comecei a perceber do que gostava na música em geral, e isso teve um grande impacto no meu estilo de composição. A ferocidade do metal extremo, mas com um som muito mais profundo e emocional (às vezes muito triste) – especialmente nalgumas bandas de doom –, é algo que me cativou desde então. Sempre senti que me ligava mais a bandas do exterior do que com bandas daqui, dos EUA. É engraçado que sempre que me apaixonava por alguma banda nova, depois descobria que eram do mesmo país / região que as bandas X, Y e Z – acho que é algo que toca a minha alma!»

Futuro: «Inicialmente, enquanto escrevíamos o “Death of the Cosmic”, vimos o EP como um degrau entre os álbuns, mas, enquanto compúnhamos e trabalhávamos nele, percebemos que era algo mais especial. Dito isto, estamos a trabalhar arduamente em material para um álbum. Não consigo dizer para quando, mas ‘futuro próximo’ parece certo. Já tivemos algum tempo para escrever e toda a situação da Covid-19 deu-nos tempo para ainda mais – espero que o EP possa satisfazer toda a gente até lá!»