Cada comunidade ou cultura tem a sua própria gíria, os seus próprios chavões. Por exemplo, o termo ‘gíria futebolística’ é largamente utilizado e a... Os chavões mais icónicos, do “Scream for me!” ao “1, 2, 3, 4!”

Cada comunidade ou cultura tem a sua própria gíria, os seus próprios chavões. Por exemplo, o termo ‘gíria futebolística’ é largamente utilizado e a música não é diferente, especialmente no metal. De palavras técnicas, como riff, hook, lick ou blast-beat, à linguagem mais comum do frontman ou do fãs, há um grupo de chavões que se evidencia.

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“Scream for me!”
Comecemos pela mais fácil e evidente, não só por ser protagonizada por um dos ícones do heavy metal, na pessoa de Bruce Dickinson, mas também por gerar no público um fulgor inigualável. Geralmente utilizado em momentos de antecipação, como em “Hallowed Be Thy Name”, o vocalista dos Iron Maiden leva arenas ao rubro. O chavão foi tão interiorizado que se tornou até título do álbum a solo do inglês, “Scream for Me Brazil” (1999).

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“Aguante Megadeth!”
Uma expressão utilizada pelo público e não pelo músico, estas duas palavras são muito populares em concertos de Megadeth na América do Sul. Em Buenos Aires, Argentina, em 1994, enquanto a banda tocava as notas de abertura de “Symphony of Destruction”, a multidão fanática da América Latina começou a cantar “Aguante Megadeth!” em uníssono, ficando para sempre uma relação de proximidade entre a banda e o continente.

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“1, 2, 3, 4!”
Para o fã português e brasileiro, o “1, 2, 3, 4!” dito na nossa língua é comum e não estranhamos quando o ouvimos da boca de Max Cavalera. No entanto, esta contagem feita pelo brasileiro tem a particularidade de ser entoada na sua língua-mãe seja em que país for, quer se fale português ou alemão.

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“Motherfuckers!”
Motherfucker ou simplesmente fucker é o insulto mais utilizado, seja no metal, no punk ou no rock n’ roll, e ninguém é dono e senhor de tal palavra, mas há quem se destaque mais a dizê-la. Para os Slipknot, os seus fãs são os maggots, mas, em palco, Corey Taylor usa abundantemente o ataque “Motherfuckers!” como mais ninguém na música pesada.

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“Lisboa, Portugal!”
Quando se fala em Moonspell, os chavões mais conhecidos serão “Lobos” ou “Alcateia”, mas o verdadeiro cartão-de-visita de Fernando Ribeiro é incentivar o seu público chamando pela cidade onde está a tocar, seja em Portugal, na Alemanha ou no México.