Mente criativa e inconformada, Martin Schwarz tem em Porcelain Shards o seu veículo artístico que foge dos dogmas e dos estereótipos... Porcelain Shards: do topo ao poço

Origem: Rep. Checa
Género: alt-metal/rock
Último lançamento: “Perfect Storm” (2021)
Editora: independente
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Mente criativa e inconformada, Martin Schwarz tem em Porcelain Shards o seu veículo artístico que foge dos dogmas e dos estereótipos do que é metal, adicionando-lhe outros condimentos como punk, indie rock e electro. “Perfect Storm” é o seu mais recente trabalho.

«Creio que este empenho na mudança de géneros alcançará os gentis tímpanos de muitas pessoas receptivas!»

O último lançamento: «“Perfect Storm” é metal híbrido criado por mim, o autor de todas as músicas, letras e vozes. As músicas invadem os territórios do punk e do rock em múltiplas ocasiões, com interlúdios de indie rock e música electrónica. É um álbum conceptual com um leve espírito dos anos 80. Faço-vos companhia através de géneros flutuantes com os meus sussurros ofegantes, grunhidos melo-death e falsettos elevados.
A faixa “Claws and Talons” é uma peça de death metal melódico. “False Colors”, “Tony & the Starship” e “Perfect Storm” são mais punk, enquanto “Fields of Eternity” é totalmente sombria. “Sunlit Charms” é um intermezzo de indie rock refrescante, enquanto “Deirdre’s Dance” é uma intro electrónica contundente para a música seguinte. O grande final em “Hour of the Wolf” é um clássico de heavy/power metal melódico.
Creio que este empenho na mudança de géneros alcançará os gentis tímpanos de muitas pessoas receptivas!»

Conceito: «“Perfect Storm” foi concebido como um álbum conceptual sobre a história arquetípica de um músico do rock à procura de fama de mãos dadas com drogas, insatisfação e uma montanha-russa em direcção à sua escuridão pessoal. Inicialmente, o herói rebela-se contra a sociedade e as suas regras – despreza-a mesmo que lhe tenha trazido sucesso e, tradicionalmente, procura refúgio nos narcóticos, alegando que consegue lidar com isso facilmente. Falha miseravelmente e cai em desgraça, chafurdando na sua escuridão particular. Isso é evidente na segunda metade do álbum – o clima das músicas deteriora-se drasticamente em comparação à primeira, em que o herói não é prejudicado de forma alguma e goza a vida.»

Em estúdio: «O som que temos no momento é fruto duma série de contribuições dos meus grandes colaboradores, que ajudaram a dar forma ao álbum. Os instrumentos foram gravados por Tomáš Raclavský (Modern Day Babylon) no Babylon Studios. As vozes foram gravadas no estúdio caseiro de Geoff Tyson em Praga. Para além de ser um brilhante engenheiro, Geoff também é um guitarrista fabuloso, um antigo aluno de Joe Satriani. A mistura e masterização foi feita por Pavel Hlavica no Studio Shaark. Quanto às músicas em si, os riffs, os ritmos e as melodias são cozidas no negro caldeirão da minha mente com orelhas de morcego, olhos de sapo e beladona mortal.»

Influências: «Admiro intensamente o trabalho de Peter Steele em Type O Negative. Ele sempre combinou os seus lamentos doomy, mas ainda assim divertidos, com partes rápidas à punk. Sou inspirado pelas suas composições nada lineares, que não seguem verdadeiramente os esquemas clássicos da construção de canções. Peter Steele e a minha antiga paixão por grupos de pop-punk eslovacos na minha adolescência são a razão para a existência de segmentos e padrões de bateria semelhantes nas minhas composições. Após a adolescência do punk, surgiu o metal e o meu vocalista favorito de power metal, que é Tobias Sammet de Edguy – mais um ícone estimulante. Outras bandas que devem ser citadas são In Flames e Rise Against, e a cena indie rock britânica de há cerca de dez anos.»

Review: Num tema que funciona muito próximo daquilo que é uma power-ballad, “Porcelain Faith” tem a sua primeira metade composta por guitarras acústicas e arranjos de cordas tímidos mas preponderantes a fazer lembrar o sucesso do jangle rock nos EUA e no Canadá durante os 90s. Contudo, depois o músico checo surpreende com a entrada de guitarras eléctricas bem próximas do heavy metal, oferecendo assim mais robustez e alguma dose de surpresa a esta faixa do álbum “Perfect Storm”.