Cinco anos depois do primeiro LP, os Nachtschatten regressam aos lançamentos com o EP "Leuchtfeuer". A banda alemã fala-nos sobre este momento, as experiências... Nachtschatten: farol no horizonte

Origem: Alemanha
Género: melodic death metal
Último lançamento: “Leuchtfeuer” (2020)
Editora: Fastball Music
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Cinco anos depois do primeiro LP, os Nachtschatten regressam aos lançamentos com o EP “Leuchtfeuer”. A banda alemã fala-nos sobre este momento, as experiências e os conceitos.

«Escolhemos músicas que se encaixam bem e demorámos mais tempo para refinar-nos os detalhes e as letras.»

Último lançamento: «Pode ser visto como um mini-álbum ou apenas como um mega EP! Sim, estávamos em modo álbum e teríamos três ou quatro músicas para o completar. Mas, assim, a nossa estreia tinha 12 músicas e quase uma hora de reprodução. Com os concertos fizemos experiências: mandámos algumas músicas cá para fora e os fãs preferiram, depois, celebrá-las ao vivo. Reagimos a isso ao sermos um pouco mais seletivos nas escolhas para “Leuchfeuer”. Escolhemos músicas que se encaixam bem e demorámos mais tempo para refinar-nos os detalhes e as letras. As músicas são mais directas, menos floreadas, menos teclados, menos enfeites, mas na cara.»

Conceito: «“Leuchtfeuer” não foi apenas a primeira música escrita para o EP, mas também a música que influenciou significativamente o nosso design de palco. Ao contrário do que se possa pensar, primeiro havia a letra, uma metáfora para a tripulação de um petroleiro perdido em busca do farol (leuchtfeuer). Portanto, esta tinha de se tornar o tema-título, sem nos importarmos que as outras músicas ficassem ofendidas!
Nas letras há uma experiência pessoal e emoção ao centro. Mas é claro que ninguém quer ouvir uma música sobre o Daniel a bater com o dedo mindinho do pé na esquina da cama. O dedo mindinho somos nós, um navio enferrujado e fumegante, e a esquina da cama é um poderoso penhasco rochoso. [risos] Não, infelizmente não é tão simples. A mensagem central é extremamente importante para nós e há a responsabilidade de se decidir usar a língua alemã. Como é hábito acontecer, os modelos vêm da sociedade e da vida, mas concentramo-nos nos aspectos pouco atraentes que preferimos reprimir. Deixamos as coisas boas para os colegas de Steel Panther.»

Evolução e influências: «Quando começámos em 2010, ainda tínhamos a ideia de incorporar teclados e elementos electrónicos no nosso estilo. Bem, bons teclistas no metal são raros, portanto após a saída de dois teclistas e da procura sem sucesso por um novo, decidimos simplesmente tocar com três guitarristas. Percebemos que os guitarristas são muito mais eficientes do que os teclistas, e se lhes deres sons suficientes para tocarem, os custos de manutenção também são mantidos dentro de limites.
Os nossos gostos musicais influenciaram a parte do death metal melódico, embora cada um tenha os seus favoritos, o que, certamente, amplia e estimula a colaboração ao nível musical. Dentro do género, estamos algures entre Dark Tranquillity, Amorphis e Soilwork. Especialmente com as músicas novas e mais simples, os fãs gostam de traçar um paralelo com Rammstein, o que provavelmente se deve apenas às letras em alemão.»

Review: Cinco anos depois do primeiro álbum “Prolog”, os alemães Nachtschatten regressam aos lançamentos com o EP “Leuchtfeuer”. Ouvindo-se o tema-título, encontramos uma banda que mistura noções de death metal melódico com condimentos mais modernos, como um piano que possui um sabor electrónico. Na ala mais tradicional, as guitarras soam um pouco a motosserra, como as bandas suecas de death metal nos ensinaram nos anos 1990. Segmentos mais calmos e atmosféricos também são momentos a ter-se em conta.