Com data de lançamento a 20 de Novembro de 2020 pela No Remorse, “Ravening Iron” é o muito aguardado segundo álbum dos épicos do... Eternal Champion: aço devorador
Foto: cortesia Sure Shot Worx

Com data de lançamento a 20 de Novembro de 2020 pela No Remorse, “Ravening Iron” é o muito aguardado segundo álbum dos épicos do heavy metal norte-americano Eternal Champion.

Retrocedendo-se até 2016, o registo de estreia “The Armor of Ire” foi muito badalado no seio do underground heavy metal e alcançou um público mais amplo. Por outras palavras, uma lufada de ar fresco.

O impacto de “The Armor of Ire” foi instantâneo e continua forte em 2020, mas a vida continua e esse sucesso abriu caminho a este “Ravening Iron”.

Quando as ideias começaram a ganhar forma após digressões, para a capa do disco a banda optou por abordar alguém que conseguisse visualizar as letras sobre espadas e feitiçaria, dois elementos importantes na música de Eternal Champion. Depois de se considerarem os melhores artistas, o colectivo de Austin, Texas, decidiu-se por Ken Kelly, o autor de artes presentes em álbuns icónicos como “Destroyer” dos Kiss, “Rising” dos Rainbow” ou “Kings of Metal” dos Manowar.

Entretanto, a banda gravava o novo trabalho com a empolgante sensação de que «este será o álbum que adoramos ouvir, agora e para sempre». Quando o disco começou a obter a sua forma final, surgiu novamente o sentimento de que este seria um lançamento imortal apto a estabelecer o legado de Eternal Champion no campo do heavy metal épico.

Produzido, misturado e masterizado por Arthur Rizk (Sumerlands, Crypt Sermon, Cavalera Conspiracy, Power Trip, Sacred Reich), “Ravening Iron” possui o som massivo que o heavy metal épico necessita, sendo fiel ao passado mas refrescante e emocionante com a identidade e estética únicas de Eternal Champion. As oito faixas apresentam-se gloriosas e edificantes, com riffs pesados, sintetizadores, uma secção de ritmo forte e uma narrativa afecta às profundezas do tempo e da fantasia.

Desde a inaugural “A Face in the Glare”, com guitarras tempestuosas e um tom de marcha triunfante, até ao majestoso tema-título, com um ritmo viciante, os Eternal Champion apresentam músicas que têm tudo para resistir ao teste do tempo. Enquanto “Skullseeker” poderá vir a ser uma das favoritas ao vivo com um ritmo pesado que gerará headbanging, “War at the Edge of the End” foi uma das primeiras composições concluídas pela banda, sendo aqui apresentada na sua configuração final. Em “Coward’s Keep” o grupo demonstra o que é metal épico, podendo-se ouvir Jake Rogers (Visigoth) nos backing vocals, em “Worms of the Earth”, com letras inspiradas no escritor Robert E. Howard, a banda estabelece novos padrões dentro do metal épico com ferocidade e complexidade, seguindo-se o sintetizador de “The Godblade” e o doom metal de “Banners de Arhai”.

Em suma, altamente indicado para fãs de heavy metal épico e tradicional, “Ravening Iron” faz brilhar uma aura de se tirar o fôlego no decorrer de uma história que se está a construir aos poucos e com muita intenção.