Bacalhau cozido, camisolas quentinhas, prendas no sapatinho - é tudo o que esperamos do Natal. O folclore europeu é mais do... Natal negro: cinco tradições sinistras

Bacalhau cozido, camisolas quentinhas, prendas no sapatinho – é tudo o que esperamos do Natal. O folclore europeu é mais do que isso, com tradições sinistras que fazem as crianças ficarem acordadas toda a noite – e não é à espera do Pai Natal.

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Krampus (Áustria, Eslovénia, Croácia, norte de Itália)
Nem tudo o que parece bom o é totalmente. São Nicolau é a entidade benevolente que traz alegria e generosidade, mas consigo caminha Krampus, uma criatura demoníaca que pune as crianças mal comportadas. Para além de chicotes e correntes, o saco ou o cesto são os objectos mais conhecidos na imagética de Krampus. Em Portugal, o mais parecido a esta figura mitológica é o Homem do Saco.
Na noite de 5 de Dezembro, hordas de Krampuses invadem as regiões alpinas.

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Perchta (Áustria, Baviera)
Deidade do paganismo alpino, Perchta deambula pelas regiões rurais durante o período do Natal para compensar as crianças que se portaram bem (com uma moeda de prata) ou para punir quem ficou aquém do bom comportamento. A punição? Corta as barrigas, remove as entranhas e enche a lacuna com palha.

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Mari Lwyd (País de Gales)
À semelhança das Janeiras em Portugal, mas com um aspecto temível, Mari Lwyd é uma criatura com caveira de cavalo, olhos falsos e um longo manto que bate às portas para cantar até conseguir entrar e obter comida e cerveja.

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Grýla e Jólakötturinn (Islândia)
Figura da Edda nórdica, Grýla é uma ogre gigante que emerge durante a época de Natal para caçar crianças e cozinhá-las numa grande panela. Entre os seus companheiros, destaca-se o gato Jólakötturinn que devora as crianças que não tenham roupas novas. Roupas velhas significa que não se portaram bem durante o ano.

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Kallikantzaros (Grécia, Bulgária, Sérvia, Turquia)
Seres míticos do folclore do sul da Europa e da região da Anatólia, os Kallikantzaros são terríveis goblins que vivem no submundo. Durante o final de Dezembro e o início de Janeiro, emergem da escuridão para espalhar maldade.