Metal? Música oriental? Bandas-sonoras de filmes? Videojogos e anime? Jerome Khattar é tudo isto quando pega na guitarra e a transforma... Jerome Khattar: transcendências da guitarra

Origem: França
Género: prog metal / shredding
Último lançamento: “Resurrection” (EP, 2020)
Editora: independente
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Metal? Música oriental? Bandas-sonoras de filmes? Videojogos e anime? Jerome Khattar é tudo isto quando pega na guitarra e a transforma numa extensão do seu corpo. Para adeptos de prog e shredding.

«Quero encontrar um bom meio-termo entre ser artista performático e compositor visual.»

A estreia: «Este EP foi uma experiência em que eu queria tentar misturar música de cinema com rock/metal progressivo para chegar ao mercado dos videojogos e anime. Quero encontrar um bom meio-termo entre ser artista performático e compositor visual.»

O percurso: «Não direi que há um conceito principal à volta deste EP, apenas vislumbres musicais de um período difícil da minha vida. Esbocei as músicas quando tive uma lesão no braço esquerdo devido a tocar guitarra em demasia, o que resultou em ter que parar de tocar durante cerca de oito meses.»

Evolução e influências: «Esta é a minha primeira tentativa, portanto sinto que ainda não descobri o meu som. Diria que, neste EP, as minhas referências musicais foram bandas como Dream Theater, Haken ou Tool, entre outras. Também compositores de cinema/TV, como Jerry Goldsmith, Hans Zimmer, Shunsuke Kikuchi (Dragon Ball Z). Por último, devo destacar compositores de música clássica árabe, como Baligh Hamdi (Oum Kalthoum).»

Review: Guitarrista francês, Jerome Khattar estreou-se em Novembro de 2020 com um EP de quatro faixas em que estende toda a sua criatividade através do instrumento rei do rock e do metal. Ao longo de quase 21 minutos, o músico demonstra todas as suas influências provenientes de ambientes orientais, tanto com ritmos como com melodias. Numa narrativa instrumental, Jerome Khattar evoca melodias dançantes que se desembrulham em momentos de shredding cristalino. Lindamente produzido e executado, “Resurrection” é essencialmente exótico. Uma bela descoberta para quem gosta de instrumentais baseados em guitarra.