Com death metal técnico e brutal a orientar-se cada vez mais a temáticas extraterrestres, os Extinctionist apresentam em 2020 o seu terceiro álbum "Obsidian". Extinctionist: ameaça extraterrestre

Origem: Alemanha
Género: death metal / slam
Último lançamento: “Obsidian” (2020)
Editora: Miasma Records / Vomit Your Shirt
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Com death metal técnico e brutal a orientar-se cada vez mais a temáticas extraterrestres, os Extinctionist apresentam em 2020 o seu terceiro álbum “Obsidian”.

«O som deste novo álbum é diferente do de 2014. É mais poderoso sem perder o seu tecnicismo.»

Objectivos: «Criar outro álbum conceptual com um som muito mais pesado. Não queríamos reinventar a roda quanto ao tecnicismo da nossa música, mas um álbum diferente do anterior. Achamos que com este álbum as pessoas podem esperar mais brutalidade na nossa música.»

Conceito: «Cientistas descobrem um asteróide que não atinge a Terra, mas passa a rasar, distorcendo efectivamente a sua rotação e equilíbrio, perturbando a ordem natural do planeta. Após a colisão, os sobreviventes têm de lidar com isto e adaptar-se a uma nova situação. E se isso não chega, o imenso corpo celeste traz, do profundo espaço, uma substância obsidiana misteriosa. Tudo o que toca transforma-se numa criatura cruel e monstruosa, cheia de ódio. Nesta distopia, a humanidade é tecnologicamente desenvolvida e capaz de viajar pelo espaço. Alguns conseguem escapar do planeta e embarcam numa jornada para encontrar um novo lar. O sucesso não é garantido.»

Influências: «O som deste novo álbum é diferente do de 2014. É mais poderoso sem perder o seu tecnicismo. As nossas principais influências são Deeds Of Flesh, Wormed, Defeated Sanity, Cattle Decapitation, entre outros.»

Review: Com conceito sci-fi e pós-apocalíptico, os Extinctionist chegam ao terceiro álbum em 2020, com um som entre death metal e slam, este último que, nos últimos anos, veio substituir um pouco o grindcore. Pesados, tensos e coesos, os alemães também inserem algum tecnicismo na sua sonoridade, o que poderá agradar a fãs de Dying Fetus. Para além dos riffs, a profunda voz gutural também se destaca, originando um ambiente ainda mais terrorífico. Indicado para fãs de Analepsy.