De volta à actividade, os Desoluna têm um novo álbum na calha, mas entretanto recomeçam a promover-se com a dissonância fantasmagórica... Desoluna: onde o sol nunca brilha

Origem: Suécia
Género: doom metal
Último lançamento: “De Sol y Luna” (single, 2021)
Editora: independente
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De volta à actividade, os Desoluna têm um novo álbum na calha, mas entretanto recomeçam a promover-se com a dissonância fantasmagórica do single “De Sol y Luna”.

«O nosso objectivo sempre foi deixar o peso viver em simbiose com melodias e riffs fortes.»

Objectivos: «Explodir, para que as pessoas ouçam o quanto evoluímos desde o nosso início. O nosso objectivo sempre foi deixar o peso viver em simbiose com melodias e riffs fortes.»

Conceito: «Devem ouvir e decidirem por vocês mesmos quando o álbum for lançado. Sei perfeitamente o que se passava na minha cabeça quando escrevi as letras da maioria das músicas, mas não cabe a nós dizer o que elas devem significar para os outros. Só podemos esperar que as pessoas gostem do novo álbum.»

Evolução e influências: «Os nossos discos anteriores eram um pouco diferentes uns dos outros. “Fortitude” é mais doom metal tradicional com alguns elementos de gothic rock e heavy metal. “Rejection of Rejoice” era muito mais um álbum de rock do que outra coisa. Com o novo álbum, sem revelar muito, estamos definitivamente a posicionar-nos como uma banda de doom metal a ser reconhecida. Estamos a ir mais fundo no peso lento, sem o arrastar muito. As nossas referências musicais são Paradise Lost, The Sisters of Mercy, Fields of the Nephilim e Black Sabbath. Para o canto temos vozes como Linda Perry, Alanis Morissette e Drain STH, que são a base da inspiração.»

Review: Crus, com guitarras excruciantes e ambiências fantasmagóricas, os suecos Desoluna trazem-nos puro doom metal do mais negativo possível – até a voz feminina, que tantas vezes nos providencia consolo em bandas do género, evidencia uma condenação irrefutável com as suas melodias dissonantes, tristes e pesadas. Sem a ala heavy metal que deu origem ao doom mais tradicional, estes nórdicos são ainda assim adequados para fãs de Candlemass, sem esquecer My Dying Bride e Draconian.