Com pouco mais de cinco anos de existência e com um álbum em carteira, os Overtoun praticam um thrash/death metal progressivo intenso que pede... Overtoun: metal progressivo extremo sem prazo de validade

Origem: Chile
Género: progressive thrash/death metal
Último lançamento: “Centuries of Lies” (2018)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: Diogo Ferreira | Review: João Correia

Com pouco mais de cinco anos de existência e com um álbum em carteira, os Overtoun praticam um thrash/death metal progressivo intenso que pede para não ser esquecido já amanhã.

«Queríamos que fosse um álbum de estreia que não desaparecesse com o tempo, especialmente hoje em dia que existem muitas novas bandas e músicas incríveis a serem lançadas.»

Objectivos: «O principal objectivo que tínhamos para o nosso álbum “Centuries of Lies” era desenvolver um produto profissional, tanto lírica como musicalmente. Foi tudo produzido por nós, batalhámos muito no processo, mas também aprendemos muitas coisas que eram extremamente úteis e conhecemos pessoas muito porreiras que agora trabalham connosco. Há muitas coisas a melhorar, mas estamos satisfeitos que as pessoas tenham gostado do álbum e que continuem a apoiar a banda.
Desde que começámos a gravar o álbum, tentámos transferir a nossa juventude e paixão para a performance. Queríamos que fosse um álbum de estreia que não desaparecesse com o tempo, especialmente hoje em dia que existem muitas novas bandas e músicas incríveis a serem lançadas.
Achamos que o público pode esperar músicas cruas e honestas, e estão todos convidados a libertar os maus pensamentos e energias ao divertirem-se muito com a música. O mundo exterior é realmente obscuro, queremos consciencializar as pessoas sobre as coisas que estão a acontecer para que elas possam fazer parte da mudança.»

Conceito: «O conceito que tínhamos para este álbum era sobre como a falsidade é uma grande controladora do mundo. Os políticos mentem, a Igreja mente, mentimos aos outros. As músicas falam sobre a necessidade da sociedade abrir os olhos e fazer algo sobre essa situação, e parar de acreditar em tudo o que essas grandes entidades nos dizem. Falamos sobre guerra, religião, política e todos os aspectos que, na nossa opinião, precisam de ser mudados, para terminarmos de uma vez por todas com séculos de mentiras. Liricamente, as músicas são muito profundas, nas quais tentamos comunicar a nossa mensagem usando as nossas próprias experiências de vida e como a falsidade nos afectou na maneira como vivemos.»

Referências e evolução: «Começámos como uma banda de heavy / thrash metal, como Metallica, Megadeth e Black Sabbath, quando tocávamos covers. Durante os anos em que evoluímos para um som mais death / groove metal, ouvimos muito Pantera, Death e assim por diante.
Actualmente, procuramos um som mais latino-americano, por isso tentamos incorporar ritmos e harmonias do folclore latino, além de um som sul-americano metal de bandas como Sepultura, Pentagram (Chile), Criminal.
A nossa evolução sonora responde à necessidade de criar músicas novas e originais. Não queremos soar como ninguém, gostaríamos de trazer algo novo para a cena metal, algo que combine raízes e cultura latinas com o som da velha-guarda do género.»

Review: Os chilenos Overtoun praticam uma estirpe agressiva e muito técnica de death metal progressivo/avant-garde, sem receio de exibirem tudo o que valem e ainda fazer-nos imaginar o que poderão vir a valer. “Forsaken Lambs” é puro death metal moderno com reminiscências de Cynic e Atheist, ainda que numa fase menos avançada. Lá chegarão. Incluída no disco “Centuries Of Lies” (2018), “Forsaken Lambs” é uma música uns furos acima de muito boa, o que nos leva a sugerir a sua audição imediata.