Um álbum obrigatório para quem aprecia black metal na sua essência mais pura e maliciosa, sem apetrechos e com todo aquele... Ondskapt “Grimoire Ordo Devus”

Editora: Osmose Productions
Data de lançamento: 27.11.2020
Género: black metal
Nota: 4.5/5

Um álbum obrigatório para quem aprecia black metal na sua essência mais pura e maliciosa, sem apetrechos e com todo aquele espírito escandinavo do início dos anos 1990.

Eis um nome que já não se ouvia há algum tempo. Quando surgiram no início deste milénio, estes suecos eram uma das poucas bandas que provavam que o black metal na sua forma mais selvática e tradicional ainda tinha algumas cartas por jogar. Agora, dez anos depois do último lançamento “Arisen From The Ashes”, os Ondskapt voltam a surgir para mostrar que os conterrâneos Watain e Funeral Mist não estão sós no movimento e que o black metal mais ortodoxo ainda tem muito para dar.

Ao contrário de muitas bandas que se limitam a despejar blast-beats e tremolo-pickings, os Ondskapt conseguem suplantar todas essas demonstrações de velocidade com uma tempestade de fúria descabida extremamente bem afinada em que nenhum segundo é desperdiçado, pois toda esta destruição é compassada por hipnóticas melodias de guitarra e pelos urros infernais de Acerbus, deixando poucos e breves momentos para o ouvinte respirar nas atmosferas sinistras e ritualistas que por norma abrem e fecham cada tema.

Toda a viagem por estes dez hinos violentamente regurgitados das entranhas infernais dos Ondskapt é rodopiante – “Ascension”, “Animam Malam Daemonium”, a brutalidade frenética de “Paragon Belial” e o oposto no foco nas melodias de “Excision”, que fecha o disco com um canto coral litúrgico, são mais do que motivos que defendem que esta é uma banda que merece muito mais destaque do que aquele que tem tido até aqui.

Não, este não é tipo de registo que apenas se recomenda aos apreciadores de trve kvlt black metal – isto é um álbum obrigatório para eles e para quem aprecia black metal na sua essência mais pura e maliciosa, sem apetrechos e com todo aquele espírito escandinavo do início dos anos 1990.