Não é preciso grande apresentação. Fundados em 1984, os Candlemass são pioneiros do epic doom metal e arrasaram em 2019 com o álbum “The... Leif Edling (Candlemass):  «Temos um lançamento muito porreiro, quase de graça!»

Não é preciso grande apresentação. Fundados em 1984, os Candlemass são pioneiros do epic doom metal e arrasaram em 2019 com o álbum “The Door to Doom”. Cada vez mais habituados a EPs vindos dos suecos, era expectável que mais um pudesse surgir, mas talvez não tão rapidamente. A rapidez deve-se ao facto de “The Pendulum” conter temas que foram deixados de fora do LP. Em modo relâmpago, a Metal Hammer Portugal falou com o baixista e membro-fundador Leif Edling, que nos parece mais relaxado do que nunca.

«Vejo-nos a entrar em estúdio no próximo ano, e espero ter um novo álbum lançado em 2022.»

Leif Edling

Primeiro vamos falar sobre a nomeação para os Grammy Awards. Como reagiram à notícia e como é que desfrutaram desse reconhecimento, mesmo sem ganhar o prémio?
Ficámos chocados, mas honrados! Como sabíamos que não ganharíamos, fomos para LA e tivemos um bom fim-de-semana de festa. Mesmo sem vencer, a banda obteve muito reconhecimento pela nomeação em si. Mas ganhámos o equivalente sueco. [risos]

“The Door to Doom” foi um álbum incrivelmente bem-recebido pelos fãs e pela imprensa, e parece-nos que algumas excelentes músicas foram deixadas de fora do álbum. Naquela altura, foi difícil escolher que faixas deveriam ser incluídas e excluídas de “The Door to Doom”?
Na verdade, não. Segui o instinto e funcionou, acho eu. Claro, algumas das músicas do EP poderiam ter entrado no álbum, acho eu, mas o disco teria sido bastante diferente. Em vez disso, aparámos o material e retirámos coisas em vez de adicionar.

Nessa altura, já pensavam num EP quando decidiram deixar de fora as seis faixas? Talvez tenham pensado: ‘Estas músicas têm de ser apresentadas, eis a hipótese para se lançar mais um EP!’
Nem por isso. Estava muito focado em tornar o álbum o melhor possível. Não queria saber de um eventual EP. Mas depois de terminado o álbum, com um ano de muito sucesso, surgiu essa ideia. Por que não usar as faixas num EP? E agora temos um lançamento muito porreiro, quase de graça! Bem, a faixa-título custou muito a terminar, mas as músicas já existiam, por isso temos um excelente produto.

Estávamos a ouvir o EP enquanto trabalhávamos noutras coisas quando um riff familiar nos chamou à atenção! Era “Porcelain Skull”, que está no último disco dos Avatarium. Portanto, era inicialmente destinada para ser uma música de Candlemass?
É a mesma música. O Marcus e a Jennie gostaram muito da música e não a estávamos a usar naquele momento, por isso puderam tê-la no álbum de Avatarium. Isto foi no final da sessão de gravação dos Candlemass. Mas eu disse-lhes que poderíamos usá-la nós mesmos mais tarde. Pessoalmente, acho porreiro que ambas as bandas tenham a mesma música.

Os Candlemass tocaram no Vagos Metal Fest de 2019. Estava a chover muito naquela noite e lembro-me de pessoas a dizer que era o cenário perfeito para um espectáculo de Candlemass. Também achas que é o cenário perfeito?
Bem… Noite, chuva, escuridão, concerto de C-mass… O que é que podia dar errado? Parece-me um bom cenário. [risos]

The Door to Doom” é bastante recente, mas quão cheios de energia estão os Candlemass para começarem a trabalhar num novo álbum?
Não muito empolgados. Acabámos um incrível e agitado (mas divertido) ano de 2019. Agora podemos descansar um pouco antes de continuarmos. Infelizmente, temos esta merda do coronavírus, por isso temos que adiar alguns concertos muito bons aqui e nos EUA. Provavelmente tudo acontecerá depois do Verão. Mas perguntaste por um novo álbum. Vejo-nos a entrar em estúdio no próximo ano, e espero ter um novo álbum lançado em 2022. Não há razão para stressar. Estamos muito bem agora.