Entrevista a Hjelvik. Hjelvik: bem-vindos ao submundo
Foto: Tom Lund

Anteriormente conhecido como vocalista, letrista e co-fundador dos noruegueses Kvelertak, Erlend Hjelvik separou-se dos seus colegas em 2018 e passou os últimos dois anos a planear um regresso. Hoje em dia, a solo, Hjelvik é um rejuvenescido guerreiro do metal que lança o primeiro registo “Welcome to Hel”.

«Acho que, na minha mente, sempre soube que faria algo meu a certa altura», diz através da Nuclear Blast. «Simplesmente não sabia como! Comecei a escrever músicas quando deixei a minha antiga banda e, de repente, começou a rolar. Todo o processo de composição foi ainda melhor do que esperava e estou realmente ansioso por começar de novo.»

Mergulhado nos sons clássicos do metal, seja underground ou mainstream, e envolto numa névoa mística relacionada à mitologia nórdica, o primeiro disco de Hjelvik é uma colecção de hinos com um som pesado que abraça o espírito da velha-guarda ao mesmo tempo que injecta o seu próprio carisma. Por outras palavras, “Welcome to Hel” representa o testamento vital do que é metal para o nórdico e uma celebração da música que o inspirou a começar.

«Nos últimos anos, comecei a ouvir muito metal outra vez», observa. «Enquanto estava na minha última banda, simplesmente não ouvia muito, especialmente quando estava em digressão. Depois, comecei a entrar no clima novamente e isso infiltrou-se definitivamente. Sinto que regressei um pouco [ao passado], apenas comecei a sentir-me inspirado por bandas de que gostava quando era mais novo. Então, de repente, estava a escrever algo que soava a riffs de Dimmu Borgir! [risos]. Mas tenho sido inspirado por muito black metal da primeira e segunda vagas, bandas de thrash metal … Apenas clássicos, basicamente!»

Desde os primeiros segundos com a explosiva “Father War”, “Welcome to Hel” é uma investida bombástica e furiosa. O estrondo de “Thor’s Hammer” e “The Power Ballad of Freyr” aponta para um profundo entendimento do que é o poder do heavy metal, passando-se pela roqueira “Glory of Hel” e pelo melodrama da última “Necromance”. Hjelvik conta como aqui chegou: «Surgi com ‘blackened viking heavy metal’ como descrição. Acho que isso cobre tudo o que está ali [no álbum]. As músicas são todas sobre mitologia nórdica e História norueguesa, e misturei muitas experiências pessoais. Chama-se “Welcome to Hel”, portanto, como é óbvio, sou muito fascinado pela ideia do submundo na mitologia nórdica. Há uma música chamada “North Tsar “, que é o primeiro single, baseada no facto de Odin ser uma pessoa real, um senhor da guerra vindo de algum lugar do Oriente que luta para chegar ao Oeste. Gosto de incluir alguns elementos reais.»

Sem oportunidade de actuar ao vivo devido à pandemia, o norueguês não descura aquilo que gostaria de apresentar. «Obviamente, o espectáculo de palco tem de ser óptimo, por isso estamos a trabalhar nisso tudo. Gostaria de ter muita pirotecnia e coisas assim. Ah, e também tenho uma capa! [risos] Isso é uma coisa nova. Estou a extrair um pouco de Mercyful Fate para inspiração. Não podes cantar sobre mitologia nórdica e usares apenas roupas normais do dia-a-dia.»

“Welcome to Hel” tem data de lançamento a 20 de Novembro de 2020 pela Nuclear Blast.