Em 2012, o ucraniano Oleksandr Maksymov dá início à Grand Sounds PR com o objectivo de promover álbuns e de estabelecer ligações entre as... Grand Sounds PR: O Inferno fica no Leste da Europa

Em 2012, o ucraniano Oleksandr Maksymov dá início à Grand Sounds PR com o objectivo de promover álbuns e de estabelecer ligações entre as bandas e editoras que representa e os media que fazem chegar reviews e entrevistas aos seus leitores. A Metal Hammer Portugal falou com o fundador desta PR que já trabalhou localmente com nomes como Vader, Batushka e Overkill.

Trabalhaste com nomes muito importantes dentro da cena metal extrema, como os Vader, Batushka ou Overkill. Que significado tem para a tua empresa ser associada aos nomes referidos?
Promovi uma tour europeia dos Overkill (com Shredhead, Crowbar e Desecrator) e uma tour dos Incantation em 2016 (ambas organizadas pela The Flaming Arts), promovi “Future Of The Past II – Hell In The East” dos Vader e o primeiro disco dos Batushka, “Litourgiya”. É algo que significa muito para mim, principalmente o trabalho com Batushka pois foi entusiasmante observar a forma como uma banda nova conseguiu crescer tanto e saber que fiz parte da carreira deles ao promover o primeiro álbum. É também encorajador analisar a lista de bandas que já trabalharam connosco e ver lá nomes grandes, em que alguns deles são das minhas bandas favoritas, e não deixo de sentir-me orgulhoso pelo facto de ter feito algo por uma banda que já sigo há muitos anos. Significa muito para mim e para a Grand Sounds.

Os Hex A.D. são representados pela Grand Sounds PR.

A tua lista de clientes é maioritariamente composta por bandas que lutam para construir uma reputação dentro da cena metal. Achas que nós, imprensa, estamos a fazer o suficiente por essas bandas? Qual seria o cenário perfeito?
A imprensa não está a fazer muito, mas não se trata de um problema exclusivamente dos meios de comunicação. Eu também tenho uma revista, pelo que conheço essa realidade de receber centenas de promos por semana. É impossível dar atenção a todas as bandas. Para além disso, a música é algo subjectivo: eu posso adorar um disco e tu não. Alguns jornalistas não querem perder tempo com um álbum do qual não gostam. É uma questão difícil de responder, pois, tal como referi, existem muitas bandas, a música é algo subjectivo e é impossível obter um cenário perfeito uma vez que para isso seria necessário cada revista ter 10-20 críticos a trabalhar a tempo inteiro com um boa base salarial, para que pudessem dedicar-se às análises de discos (quer gostassem deles, quer não) durante oito horas por dia e cinco dias por semana.

Aqui, na Metal Hammer Portugal, é frequente recebermos e-mails de bandas em que partilham apenas o link para a sua conta do Spotify ou Bandcamp sem nenhum texto adicional que nos diga quem são ou que nos convençam de alguma maneira a clicar e investir o nosso tempo a ouvir a sua música. Sentes que a maior parte das bandas underground e independentes não têm os recursos ou o conhecimento para abordarem os media ou até uma editora? E porque achas que isto acontece?
Ah sim, é o problema de muitas bandas. Diria que existem algumas razões para isso acontecer. Em primeiro lugar, fazem-no inconscientemente, pois em muitos casos estamos a falar de jovens músicos que não fazem ideia de como as coisas funcionam. Depois, há uma outra razão que está relacionada com a primeira mas com uma pequena diferença, em que temos bandas que se encontram numa posição em que pensam que por terem criado uma banda e terem editado a sua música, toda a gente no mundo deve-lhes algo por isso. É mau que assim seja mas é isto que acontece. Há casos em que bandas novas, que nunca deram uma entrevista, são contactadas por uma revista com o intuito de os entrevistar, e como resposta pedem-lhes para enviar as perguntas primeiro e que só depois decidem se querem responder ou não. Compreendo quando isso acontece com bandas já estabelecidas no meio como forma de evitarem entrevistas aborrecidas e genéricas, mas quando é uma banda nova a fazer isso é apenas ridículo.

Qual é a lição mais importante que uma banda aprende ao trabalhar com a Grand Sounds PR?
É uma pergunta difícil mas há lições importantes a reter. Creio que aquelas bandas que estavam habituadas a fazer o seu próprio trabalho de promoção percebem que é impossível fazerem tudo sozinhas. Cada um precisa de se ocupar do seu trabalho: alguém compõe a música e outra pessoa promove essa música. Se uma banda quer tocar num festival, não vai organizar esse festival sozinha mas entrar em contacto com promotoras ou com os organizadores de festivais. No entanto, posso dizer com certeza que algumas bandas, e até mesmo editoras, recebem bons conselhos da nossa parte, assim como estratégias de promoção.

Até à data, o que consideras ser a tua maior conquista?
Talvez a cooperação com algumas bandas das quais já era fã, em que, para além das mencionadas anteriormente, posso destacar também Hecate Enthroned, Dorsal Atlantica ou Sarcasm. Foram estas as minhas maiores conquistas. Há também outras conquistas, como quando conseguimos contratos em editoras grandes para as bandas que trabalham connosco ou fechamos uma banda em cartazes de festivais. Saber que ajudei uma banda a construir a sua carreira é algo que me faz sentir muito bem. Depois, destaco também as boas relações que estabeleço com os media de todo o mundo, sejam pequenos ou grandes.

A tua página web contém toda a informação de que uma banda necessita para decidir trabalhar convosco, mas para os nossos leitores que ainda não estão familiarizados com o vosso trabalho, o que poderão eles encontrar na Grand Sounds PR que não vão encontrar em mais nenhum lado?
Eu e a minha equipa trabalhamos muito e de forma devota e honesta para conseguirmos o melhor possível para as bandas e editoras que promovem os seus discos connosco. Temos vindo a crescer todas as semanas, meses e anos desde que começámos a nossa actividade em 2012.

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