Esqueçam Metallica e Pantera – aqui estão as bandas de culto dos anos 1990 que deveriam ter sido enormes. Dez obscuras, mas incríveis, bandas metal dos 90s que todos deviam conhecer

Esqueçam Metallica e Pantera – aqui estão as bandas de culto dos anos 1990 que deveriam ter sido enormes.

Grotus

Os 1990s não foram só Fred Durst, Dimebag Darrell e Kurt Cobain. Apesar do mito persistente de que o metal morreu durante essa década, havia dezenas de grandes bandas a fazer músicas incríveis: thrash, groove metal, grunge, black metal, hardcore metálico, stoner rock e, sim, até nu-metal. O problema é que toda a gente fala tanto sobre os mesmos velhos suspeitos do costume que muitas grandes bandas, mas desconhecidas, se perderam nas brumas da nostalgia unidimensional. Não pode ser, por isso aqui estão dez bandas da década que o metal esqueceu…

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Dearly Beheaded

Com um som que casava o mid-pace triturador do “Black Album”, dos Metallica, com o ataque musculado da cena groove metal, os Dearly Beheaded foram grandes esperanças do metal britânico durante um tempo muito curto nos anos 1990. Lançaram dois álbuns fortes – “Temptation”, de 1996, e “Chamber Of One”, de 1998 –, antes de se separarem durante os tumultos idiotas da era Limp Bizkit. Poderiam e deveriam ter sido concorrentes.

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Korpse

A combinação de death metal com o estrondo insistente do stoner rock havia sido executado várias vezes em meados dos anos 1990, mas a visão dos Korpse sobre a ideia era algo completamente diferente. Monstruosamente pesado, mas curiosamente acessível, o segundo álbum do grupo escocês, “Revirgin”, abriu novos caminhos em 1996, enquanto (acidentalmente) antecipava o poder de Gojira, com grooves percussivos selvagens e uma intensidade subjacente que, num mundo saudável, deveria ter feito deles super-estrelas.

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The Beyond

Emergindo da cena funk intermitentemente empolgante do final dos anos 1980, os The Beyond pareciam totalmente únicos: o groove dos seus pares inferiores era filtrado através de refinadas texturas de rock à Rush e radiavam com louvável excentricidade britânica. O álbum de estreia, “Crawl”, destaca-se com músicas e sons refrescantes mesmo hoje em dia – apesar de uma tarola que soa como uma panela da Tupperware a ser batida com uma colher de pau – e o baterista Neil Cooper (agora nos Therapy?) é uma força da natureza inegável e subtilmente funky. O seguinte “Chasm” foi igualmente óptimo. Grande banda.

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Pulkas

A meio caminho entre groove e nu-metal, Pulkas era uma brigada britânica com um som profundamente oportuno que, durante um breve período, pareceu ser a resposta às orações aspiracionais da cena britânica. O álbum “Greed”, de 1998, era uma besta sombria e inquietante, mas, infelizmente, a banda nunca deu o passo em frente e foi ignorada em favor de cabeçudos em calças enormes e bonés estúpidos. Uma injustiça vergonhosa, principalmente considerando que músicas como “Loaded” são praticamente uma garantia para te fazer partir tudo.

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Out

A era do nu-metal estava cheia de bandas terríveis que apareceram, não fizeram nada de significativo e desapareceram para decepção de ninguém. Não é assim com Out, uma banda francesa com algumas ideias musicais bastante inteligentes, uma compreensão refinada da potência da electrónica e algumas músicas absolutamente violentas. Apesar de terem sido lançados pela Roadrunner, o seu brilhante álbum de 1998, “X-Position”, foi amplamente ignorado porque era uma altura pré-Gojira e, com poucas excepções, o metal francês não foi levado a sério, nem remotamente. Uma pena.

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Mind Funk

Amplamente apontados como o próximo grande sucesso da música pesada, os Mind Funk pareciam imparáveis quando se estrearam, em 1991, com um álbum homónimo cheio de groove metal e funk. Não correu muito bem e a banda afundou-se na obscuridade, mas o segundo e terceiro álbuns – “Dropped” (pensa em grunge pesado com músicas maciças) e “The People Who Fell From The Sky” (totalmente stoner doom), respectivamente – foram tão brilhantes quanto a estreia. Como esta turba idiossincrática ruiu é um dos grandes mistérios do metal dos anos 1990.

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Liquid Jesus

O grunge foi musicalmente interessante durante cerca de 18 segundos em 1991, mas, astuciosamente, os Liquid Jesus esconderam-se na sua periferia e gozaram da liberdade que uma associação tão efémera implicava. Corajosos, diversificados e repletos de hinos melódicos insidiosos, o álbum de 1991, “Pour In The Sky”, continua a ser um dos discos mais absorventes da época: uma obra de arte subtilmente psicadélica, com encanto de sobra. Como a banda foi ignorada a favor de uns espertos Stone Temple Pilots passa pela percepção de cada um.

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Grotus

Enquanto o mundo ficava aprisionado ao som de drogados babosos em camisas de flanela, os Grotus brincavam com as fórmulas intrínsecas da música pesada e fizeram algumas das músicas mais estranhas e distintas dos anos 1990. Combinando o DIY do industrial com grooves estranhos e densas atmosferas semelhantes a Neurosis, os Grotus pareciam ser o futuro quando o metal precisava urgentemente de foco e predição. Ouve o alucinante álbum “Slow Motion Apocalypse” para uma prova mais ampla.

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Demolition Hammer

Embora se tenham formado em Nova Iorque, em 1986, o thrashers urbanos Demolition Hammer surgiram com um trio de álbuns lançados entre 1990 e 1994. Além de nomes como Pantera, Machine Head, Skinlab e Pro-Pain, eles criaram um novo caminho para a cena thrash mais fanática e fizeram música brutal e irresistivelmente intensa ao longo do caminho. Mas será que alguma vez receberam os aplausos merecidos? Receberam o caraças.

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Xysma

Com a possível excepção do Japão, ninguém se passa tanto como os finlandeses. Os Xysma eram totalmente malucos: começaram a vida como uma banda simples de death metal com músicas intituladas “Paradise Of Steaming Cadavers”, mas com o álbum “First And Magical”, de 1993, sacaram riffs de hard rock dos anos 1970, psicadélico acústico e tudo o que pudessem imaginar. Anos antes do seu tempo e, provavelmente, ignorados como resultado, os Xysma eram cientistas loucos numa missão para impressionar e dar ao metal underground um forte pontapé.

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Consultar artigo original em inglês.