Com músicas que demoraram anos a chegar ao público, Cellar Vessel oferece-nos finalmente o seu death metal progressivo repleto de riffs intrincados e ambientes... Cellar Vessel: veias que brotam da terra

Origem: EUA
Género: progressive death metal
Último lançamento: “Vein Beneath the Soil” (2020)
Editora: independente
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Com músicas que demoraram anos a chegar ao público, Cellar Vessel oferece-nos finalmente o seu death metal progressivo repleto de riffs intrincados e ambientes fantasmagóricos.

«O objectivo foi sempre fazer música que agradasse ao artista antes de tudo, já que a busca por música com profundidade e complexidade genuínas se tornava cada vez mais difícil com a idade e o cinismo.»

O álbum: «“Vein Beneath the Soil” foi criado na solidão como meio de exploração pessoal, tanto psicológica como musical. O motivo pelo qual ninguém nunca ouviu falar de Cellar Vessel é porque não foi feito para ser exposto ao público. O objectivo foi sempre fazer música que agradasse ao artista antes de tudo, já que a busca por música com profundidade e complexidade genuínas se tornava cada vez mais difícil com a idade e o cinismo. Estas gravações ficaram guardadas durante anos após a sua criação e só existiam nos arquivos privados dos artistas. No entanto, graças à curiosidade e ao tédio absoluto causados pela pandemia, a música foi totalmente renovada e lançada com pouca ou nenhuma promoção e nenhuma expectativa de sucesso. Por causa disso, o público pode esperar uma jornada musical muito pessoal, em que cada elemento foi meticulosamente trabalhado. Este álbum é o resultado directo das raízes do artista, as veias sob seu respectivo solo.»

Conceito: «O tema principal deste álbum é a mudança de perspectiva. Cada faixa começa com uma temática, estende-se até ao ponto de ruptura e, de seguida, encerra ao reintroduzir o mesmo tema de uma maneira completamente nova. A maioria das faixas são palíndromos, especialmente “In A Regal Age Ran I”, que tem a mesma grafia para frente e para trás. Como esta música é uma exploração pessoal, é muito parecido com olhar-se para um espelho e abusar do seu reflexo.»

Sonoridade: «É sombria, com momentos de falsa esperança, caótica, mas executada de forma limpa e cheia de ganchos melódicos incomuns no género. Este álbum exerce uma dissonância sofisticada de nomes como Gorguts, estruturas progressivas de artistas como Opeth ou Between the Buried and Me, mas estranhamente lança uma sombra oximorônica de “barroco moderno” na sua totalidade ao acenar a compositores clássicos como Stravinsky e Bartok.»

Review: Oriundos dos Estados Unidos da América, os Cellar Vessel apresentam-nos um metal bastante fantasmagórico quando ouvimos temas como “In a Regal Age Ran I”. Para além desse elemento noctívago, o grupo possui uma grande técnica que é esmagadoramente fornecida através de uma constante avalanche de riffs intrincados, sendo este o cartão-de-visita mais audível. Inseridos em territórios do death metal enegrecido, os Cellar Vessel abordam também noções progressivas. Indicado para fãs da escola polaca.