A distribuírem ases no panorama metalcore há cerca de 15 anos, os ingleses While She Sleeps dão mais uma mão poderosa... While She Sleeps: «Mais do que uma banda, é um modo de vida»
Foto: Giles Smith

A distribuírem ases no panorama metalcore há cerca de 15 anos, os ingleses While She Sleeps dão mais uma mão poderosa de 11 trunfos com o novíssimo e quinto álbum “Sleeps Society” que, moderno e pesado, esbanja qualidade, maturidade e bom gosto.

Para ficarmos a conhecer melhor quem são estes cinco amigos de Sheffield, a Metal Hammer Portugal pediu ao vocalista Lawrence “Loz” Taylor que nos elucidasse sobre 10 tópicos que vão da indústria aos gostos e lutas pessoais. Em suma, While She Sleeps é um modo de vida.

«Tem sido uma montanha-russa. Com a cirurgia vocal e o alcoolismo, acho que todos em While She Sleeps tiveram os seus tempos difíceis.»

Lawrence “Loz” Taylor

A banda que me fez gostar de metal…
Sou imensamente influenciado pelo nu-metal. Bandas como Slipknot, Linkin Park, Limp Bizkit. A cena bateu-me forte… Mas diria que a banda que me fez gostar de metal foi Darkest Hour, embora não sejam do movimento nu-metal. Quando ouvi a banda, isso solidificou o meu amor pelo metal como género. Na minha opinião, é uma banda altamente subvalorizada mas também uma das melhores. Se não os conhecem, fiquem a saber que são invertidamente perversos.

O último álbum que comprei…
Foi o “The Earth Is A Black Hole”, dos Teenage Wrist. Já tinha ouvido algumas músicas antes do novo lançamento, mas não muitas. Ouvi algumas faixas do novo álbum e adorei. Ouçam!

O meu guilty pleasure musical…
Dixie Chicks [actualmente The Chicks].

Se for abordado por um/a jovem metaleiro/a a pedir conselhos, diria…
Se tiveres paixão pelo que estás a fazer, então é assim que brilharás. Sempre fui apaixonado por bandas, pela música ao vivo e pela que comunidade que alinha. Acho que foi isso que me agarrou. Portanto, usa o teu tempo livre para te promoveres. Tem determinação e diverte-te.

O meu maior medo na vida…
Destruir a minha voz completamente. Morria se não conseguisse expressar-me em palco e cantar em While She Sleeps.

A minha melhor experiência na indústria da música…
Conhecer pessoas incríveis e as experiências que daí obtive. Gosto mesmo das pessoas que fazem parte desta viagem. Fico surpreendido por ainda fazer isto e há muito pessoal maravilhoso por aí. Diria que as relações que criei são a melhor coisa.

Defino a minha carreira com a palavra…
Perseverança. Tem sido uma montanha-russa. Com a cirurgia vocal e o alcoolismo, acho que todos em While She Sleeps tiveram os seus tempos difíceis. Somos apenas cinco gajos que querem tocar música, e o facto de ainda lançarmos discos e nos empenharmos numa indústria que está em constante mudança é um crédito para o tipo de pessoas que somos. E a ética do-it-yourself que temos… Diria que foi a perseverança que nos trouxe aqui.

A vida sem música seria…
Horrível. Nem consigo pensar nisso. É tudo. É a banda-sonora das nossas vidas. Acho que não há nada que pudesse preencher esse vazio.

A minha música favorita no novo álbum…
“Systematic”. É brutal. É a faixa mais pesada no disco, isso é certo. Estou ansioso por tocá-la ao vivo e partir tudo!

While She Sleeps significa…
É mais do que uma banda. Por esta altura, é uma família e um modo de vida. Os rapazes da banda e a equipa continuam a deixar-me sem palavras. O trabalho árduo que acontece para manter esta máquina viva é de loucos. Por tudo aquilo que fazemos quando avançamos e por tudo o que damos à nossa arte, descreveria While She Sleeps como um modo de vida.