Com uma sonoridade mais madura em 2021 com "Extinction Level Event", o projecto The Vicious Head Society apresenta uma sonoridade lindamente... The Vicious Head Society: morte digna

Origem: Irlanda
Género: prog metal
Último lançamento: “Extinction Level Event” (2021)
Editora: Hostile Media
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Com uma sonoridade mais madura em 2021 com “Extinction Level Event”, o projecto The Vicious Head Society apresenta uma sonoridade lindamente cativante e algo comovente que se une à complexidade do prog com raízes na velha-guarda.

«Tentar viver uma vida livre de arrependimentos para que possamos encarar a nossa própria morte com dignidade.»

Novo álbum: «“Extinction Level Event” é uma progressão natural do álbum de estreia “Abject Tomorrow” (2017) quanto a evolução musical. Para o novo trabalho, eu queria ajustar os elementos que as pessoas gostaram no primeiro lançamento e, claro, crescer como compositor. Ainda se mantém a complexidade que as pessoas adoram no metal progressivo, mas é mais conciso, mais maduro e há um som mais unificado no geral. É definitivamente um álbum mais pesado, mas as melodias são muito mais refinadas desta vez.»

Conceito: «Depois da minha esposa ter enfrentado a sua doença, eu quis explorar o conceito de mortalidade e o significado da nossa vida, caso o haja. Então comecei a compor um cenário onde a humanidade enfrentaria colectivamente uma ameaça existencial de tal forma que faria com que as pessoas se confrontassem antes da morte. O álbum conta a história de sete pessoas diferentes (personagens arquetípicas) que enfrentam a morte certa. É narrado como encaram esse acontecimento, o bem ou o mal que fizeram nas suas vidas. Por conseguinte, pede-se o mesmo a quem ouve – nunca estamos longe da tragédia nas nossas próprias vidas, existem ressentimentos aos quais nos apegamos… Há pessoas com quem nos devemos voltar a ligar, pessoas que talvez devêssemos perdoar ou talvez até expulsar das nossas vidas? Cada música representa um tipo diferente de cenário a esse respeito.
O segundo single “On A Silver Thread” é sobre um ambientalista com a visão extrema de que todos deveríamos morrer pelo que fizemos ao planeta. No fundo, é uma exploração da raiva e do ódio que podemos nutrir contra aqueles que nos fizeram mal.
Acho que a mensagem geral é tentar viver uma vida livre de arrependimentos para que possamos encarar a nossa própria morte com dignidade.»

Evolução e referências: «No primeiro álbum, eu era bastante noviço na cena da gravação e, portanto, o álbum ficou bastante disperso sonoramente… Para este álbum, eu queria ter a certeza de que as coisas seriam muito mais focadas. O primeiro álbum tinha muitas raízes no progressivo clássico, como Genesis e Yes, combinadas com o lado mais pesado das coisas. Para este álbum, há provavelmente muito menos influência da velha-guarda e há uma abordagem muito mais moderna. Passei muito tempo a trabalhar na minha guitarra, por isso saiu muito, muito melhor neste álbum.
Quanto a referências musicais, fui inspirado por várias bandas-sonoras de filmes enquanto fazia este álbum. Há comparações inevitáveis com bandas como Dream Theater, mas eles foram uma influência maior no passado do que agora.»

Review: Falsamente luzidia, a sonoridade deste projecto irlandês tem as suas cores mais claras mas transforma-se rapidamente em algo alarmante devido a passadas imperiais e sombrias de temas como “On A Silver Thread”. Há toda uma panóplia de sons, que vão de riffs pesados a shredding feito em teclados com sons de ficção-científica, o que proporciona uma experiência intrincada e diversificada que se torna ainda mais evidente quando atentamos a estruturas que funcionam como se uma história estivesse a ser contada, mesmo que não se perca a noção do que é o esqueleto de uma canção dita mais normal para os padrões de massas.