Género: black metalOrigem: SuíçaÚltimo lançamento: “III” (2018)Editora: independenteLinks: Facebook | BandcampEntrevista: Soraia Almeida | Review: Diogo Ferreira Ainda a promover “III”, os Moonfrost não... Moonfrost: novas portas da percepção do black metal

Género: black metal
Origem: Suíça
Último lançamento: “III” (2018)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: Soraia Almeida | Review: Diogo Ferreira

Ainda a promover “III”, os Moonfrost não são das bandas mais ortodoxas no que ao black metal diz respeito, tendo referências que vão desde Enslaved e Ulver na musicalidade a Rage Against the Machine na forma como se trata cada instrumento.

«Podem esperar uma mistura única de black metal, com apontamentos de rock alternativo e indie.»

Sonoridade: «Podem esperar uma mistura única de black metal, com apontamentos de rock alternativo e indie. Pretendíamos criar um álbum com um som orgânico, sem todos aqueles truques da treta e de estúdio, aos quais muitas bandas recorrem hoje em dia. É, possivelmente, mais aproximado ao rock dos anos 1970 do que a uma gravação moderna.»

Conceito: «Não há, de todo, um conceito principal. As letras oscilam entre o abuso de drogas, como no tema “Too Drugged To Dream”, e a transformação do ser numa pura energia após a morte, como é mencionado no tema “Beyond Death”. Deste modo, há muitos conceitos diferentes.»

Evolução: «Moonfrost tem tido uma jornada musical que passa por várias vertentes de black metal. Começámos com influências de bandas como Darkthorne e Enslaved inicial. A fase seguinte foi particularmente influenciada por bandas de pagan metal alemão, como Menhir, e bandas de folk norueguesas, como Ulver, na altura em que lançámos “…Towards the Twilight Realm”. Aquando do lançamento de “Starfall” surgiu uma fase mais moderna, com muitos teclados, samples e músicas mais complexas com influências de bandas norueguesas de black metal do início dos anos 2000. Com o álbum “III”, começámos finalmente a tocar o nosso próprio estilo musical e as fontes de inspiração não são tão óbvias, pois vêm do nosso gosto individual que se modificou ao longo do tempo.»

Referências: «Ao início, o álbum era bastante longo, talvez por isso as músicas têm diferentes influências musicais. Estão presentes domínios de rock alternativo de bandas como Sonic Youth, mas também influências de black metal como Gehenna. No entanto, não copiamos o estilo dos riffs. Fomos influenciados a um nível mais profundo. Por exemplo, o baixo é muito mais melódico do que nos outros álbuns de black metal. Tratamos cada instrumento da mesma forma, tal como acontece com os Rage Against the Machine ou os Red Hot Chili Peppers. Esta comparação com outras bandas mostra-nos a importância da guitarra como instrumento principal, isso guia-nos para uma forma única de tocar black metal.»

Futuro: «Novas músicas, novos conceitos… Desta vez não iremos mudar totalmente a nossa direcção, como aconteceu com os álbuns anteriores. Fiquem atentos, vamos mostrar novidades muito em breve.»

Review: Se o nome nos leva a soundscapes nórdicas de um black metal norueguês ou finlandês, a sonoridade é outra. O black metal desta banda suíça é pouco ortodoxo (até há algum sludge e jazz pelo meio) e incorre por uma toada depressiva, ainda que neste caso não percebamos nitidamente se é uma bucólica ou urbana – porém, temas como o inaugural “Too Drugged To Dream” faz-nos suspeitar que há uma direcção urbana. Indicados para fãs de Lifelover e Psychonaut 4, os Moonsfrost representam decadência.