Dos EUA, o shredder Rithiya Henry Khiev pretende levar-nos por uma viagem cósmica e distópica através de metal instrumental repleto de solos de guitarra... Rithiya Henry Khiev: viagem ao sabor do shredding

Origem: EUA
Género: metal instrumental / prog
Último lançamento: “Eviscerated Realm” (EP, 2018)
Editora: RHK Studios
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Dos EUA, o shredder Rithiya Henry Khiev pretende levar-nos por uma viagem cósmica e distópica através de metal instrumental repleto de solos de guitarra e vários subgéneros extremos.

«A mensagem geral com este álbum passa pela música ser verdadeiramente uma forma de arte.»

Objectivos: «Queria levar o ouvinte numa viagem desde um começo interestelar até a um reino distópico sombrio, onde cada música é inspirada por experiências da vida real interpretadas por composições sónicas.»

Mensagem: «Acho que a mensagem geral com este álbum passa pela música ser verdadeiramente uma forma de arte – é a mais pura. Não vamos perder esse elemento ao prendermos mentes criativas a um género só para se lançar conteúdo. Ter uma mente aberta, porque no final é tudo ondas sonoras orquestradas. A música tem a capacidade de ser dinâmica e de retratar emoções sem palavras, porque às vezes as palavras não conseguem descrever certos sentimentos adequadamente.»

Evolução: «Comecei a aprender rock n’ roll dos anos 1970 e adorei o som de overdrive e de distorção quando era criança. As letras pareciam sempre fracas e facilmente decompostas, porque acção é tudo o que importa no final. Música instrumental era exactamente isso para mim. É preciso 100% de acção para transmitir o significado. Então, acho que é seguro dizer que a minha evolução sonora como artista a solo tornar-se-á mais enriquecida com tempero. E esperem por elementos terrenos em álbuns futuros em vez de lançamentos baseados em géneros.»

Review: Com uma fase inicial nitidamente adequada para seguidores de Septicflesh, o tema-título de “Eviscerated Realm” acaba por seguir outros caminhos menos orquestrais, mas sempre progressivos. Todavia, o death metal não fica pelo caminho e continua a ser ouvido, mas com uma aliança fácil ao thrash metal. À falta de voz, é a guitarra em modo shredding que ocupa o lugar deixado pelas inexistentes estrofes em verso. Indicado para amantes de prog e solos de guitarra.