Depois das primeiras experimentações sonoras relacionadas à pop executadas pelos In Flames e do hype à volta dos Sonic Syndicate por altura de 2007-2008,... Quando ‘metal meets pop’

Depois das primeiras experimentações sonoras relacionadas à pop executadas pelos In Flames e do hype à volta dos Sonic Syndicate por altura de 2007-2008, o metal continuou a evoluir e a incluir cada vez mais elementos externos, como tem sido exemplo os recentes lançamentos de Leprous e Voyager em 2019. Neste feature, a Metal Hammer Portugal selecciona quatro bandas que podem ser rotuladas como pop metal.

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Babymetal

Projecto fundado em 2010 com público juvenil como alvo, Babymetal vem do excitante universo nipónico. Com influências em j-pop e j-rock, o estilo musical desta aventura é conhecido como kawaii metal, e, ao longo de três álbuns, Su-metal tem sido a cara principal de Babymetal e de todo um movimento alternativo asiático, com vídeos a passar 60 milhões de visualizações, actuações incríveis em festivais como Glastonbury e entradas explosivas em tops da Billboard.

Amaranthe

Com a visão do sueco Olof Mörck, os Amaranthe têm alcançado sucesso atrás de sucesso ao mandar para o mesmo caldeirão blast-beats, growls, solos heavy metal, arranjos orelhudos baseados em pop e uma Elize Ryd que, com a sua voz e silhueta sedutoras, tem sido o exponente máximo da ala altamente alternativa que é o pop metal. Com cinco álbuns na bagagem, os Amaranthe têm vídeos no YouTube a rondar 20 milhões de visualizações.

Metalite

Até há pouco tempo desconhecida, Erica Ohlsson, que substituiu Emma Bensing, é a mais recente frontwoman dos modernos Metalite, que, com ponto de partida em power metal, incluem ambiências electrónicas aliadas à voz pop da vocalista sueca. O álbum debutante “Heroes in Time” (2017) e o single “Afterlife” (com dois milhões de views no YouTube) valeram um contrato com a AFM Records, com quem lançaram o segundo álbum “Biomechanicals” (2019).

All But One

Sediados na Hungria, os All But One são a criação pessoal de Máté Bodor, o também guitarrista dos piratas Alestorm desde 2015. Com a intenção de testarem os limites do metal, o álbum “Square One” (2017) incorpora riffs pesados e leads melódicos afectos ao metalcore, mas também andamentos joviais e vozes com aquele sentimento meio-alegre / meio-adolescente com vista a captar as massas.