O groove metal dos Bioscrape pode ser considerado alternativo, algo que os italianos querem definitivamente para si e para o seu som: ser-se alternativo... Bioscrape: extinção em massa

Origem: Itália
Género: groove metal
Último lançamento: “Havoc” (2020)
Editora: Ghost Record Label
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Entrevista: Diogo Ferreira | Review: João Correia

O groove metal dos Bioscrape pode ser considerado alternativo, algo que os italianos querem definitivamente para si e para o seu som: ser-se alternativo e original.

«É no palco que nos expressamos da melhor maneira.»

Objectivos e “Havoc”: «O nosso objectivo é dar o salto para alcançar o máximo de pessoas possível com apresentações ao vivo, porque é no palco que nos expressamos da melhor maneira. “Havoc” é um conceito completo, trancado em quatro faixas nas quais tentamos alcançar novos limites e ideias, melhorando a nossa solidez sonora. “Havoc” é um decrescendo que leva o ouvinte a uma devastação imaginária, às suas consequências: nada.»

Conceito: «Cada um de nossos trabalhos é baseado em conceitos. Tomámos essa decisão desde o início e continuaremos a compor dessa maneira. Gostamos que todos os álbuns sejam – e assim serão – como uma história, com a sua própria identidade. “Havoc” descreve uma catástrofe hipotética que leva à extinção de todos os seres vivos em quatro etapas: a catástrofe em si e o fenómeno, morte, a extinção de todos os seres vivos, e o que resta, que é nada. Compor músicas como “Nil”, que descreve a desolação, não foi fácil, mas o E fez um trabalho fantástico.»

Evolução: «A nossa identidade sonora nasceu e foi desenvolvida para que Bioscrape não pudesse pertencer a um único género. Assim, a ideia era misturar todas as nossas influências musicais, criando um som que acreditamos ser algo muito original. De facto, muita imprensa compara-nos a nomes muito importantes (Fear Factory, Slipknot, Pantera), bandas muito diferentes entre si, portanto achamos que o nosso objectivo está a ser alcançado.
Para nós, o verdadeiro ponto de viragem foi a entrada de E no projecto, com a opção de deixar o baixo real e utilizar um baixo sintetizado. Com isso, permitimos que a guitarra tocasse apenas os riffs em vez de riffs e efeitos sonoros. De facto, em palco, o E não toca apenas baixo, mas também teclados e efeitos sonoros! Com essas escolhas, conseguimos trazer para cima do palco os sons de estúdio e vice-versa. Agora há uma comunicação perfeita e um relacionamento fantástico entre nós.
Todos nós temos influências musicais diferentes, também fora do metal, e todos tivemos educação musical diferente. As nossas referências são muitas para serem citadas! Obviamente, cada um de nós tem as suas influências, e misturamos todas as nossas diferenças na nossa música, para criar o som original de Bioscrape.»

Review: Praticantes de groove/alternative metal, em 2020 os italianos Bioscrape oferecem às massas “Demise”, tema incluído no seu novo registo. Ainda que menos complexa, “Demise” é uma ode a Gojira e a um punhado de outras bandas que seguiram o seu próprio caminho, abrindo, assim, novos trajectos dentro do metal extremo. Com as potentes linhas de guitarra, voz agressiva (mas inteligível) e a secção rítmica acima de sólida, podemos esperar um novo disco repleto de groove e ambição por parte dos Bioscrape.