Talvez um dia, a emergência do post-black metal inglês, que brotou nos primeiros anos do Séc. XXI, seja considerada globalmente como é o black... As melhores bandas do black metal contemporâneo inglês

Talvez um dia, a emergência do post-black metal inglês, que brotou nos primeiros anos do Séc. XXI, seja considerada globalmente como é o black metal norueguês ou o death metal sueco. No entanto, ainda o estamos a viver e a história será contada por quem ainda vier depois da nossa geração. Assim, a Metal Hammer Portugal selecciona quatro bandas inglesas que auxiliaram no crescimento deste movimento de contemporâneos pensadores da música.

A Forest Of Stars

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Wodensthrone
Começando por uma banda que já não está no activo, os Wodensthrone tiveram uma curta, mas considerável, carreira entre 2005 e 2016 ao lançarem os álbuns “Loss” (2006) e “Curse” (2012), dois trabalhos que ajudaram a firmar ainda mais o peso que o post-black metal inglês tem na contemporaneidade. Atmosféricos à custa dos teclados e melancólicos devido às guitarras melódicas, a banda de Sunderland terminou abruptamente quando o guitarrista Wildeþrýð decidiu abandonar, fazendo com que os restantes colegas não quisessem prosseguir.

Winterfylleth
Oriundos de Manchester e fundados em 2007, os Winterfylleth – que já fizeram capa em revistas como a Terrorizer – podem ser considerados os irmãos sonoros de Wodensthrone. Irredutíveis amantes da história e da literatura britânicas, a banda de Chris Naughton exala robustas walls of sound e tanto se anda por caminhos mais melódicos como pelas tortuosas bases cruas do black metal, sem se deixar de lado elementos folclóricos, estes que foram plenamente usados no semi-acústico “The Hallowing of Heirdom” (2018).

Fen
Surgidos da mesma fornada que as bandas anteriores, os londrinos Fen surpreenderam com o debutante “The Malediction Fields” (2009), mas deverão ter atingido o pináculo criativo com o envolvente e complexo “Winter” (2017). Fria e muitas vezes crua, a banda de Frank Allain também sabe ser melódica, uma opção mais claramente tomada em “The Dead Light” (2019), o álbum mais directo, mais post-metal/rock e menos complexo do trio até à data desta publicação.

A Forest Of Stars
Deste lote, A Forest Of Stars, formados na cidade de Leeds em 2007, é a banda mais não-conformada e mais experimental. Ao post-black metal adiciona-se o rótulo de avant-garde e embarcamos numa viagem sensorial inigualável através de vários discos – seria injusto nomear apenas um ou dois – repletos de narrativa intensa e fatalismo britânico. Black metal, violinos, estruturas dignas de se categorizarem como story-telling de gabarito e bonitas edições especiais em vinil é o que podemos esperar de A Forest Of Stars.