Sem dúvida o álbum mais forte dos Year Of The Goat – a não perder! Year Of The Goat “Novis Orbis Terrarum Ordinis”

Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 06.09.2019
Género: occult rock / classic rock / hard-rock
Nota: 5/5

Apos três anos de silêncio, os Year of the Goat regressam em força com “Novis Orbis Terrarum Ordinis”, um álbum em que os suecos navegam a sua musculada poção de rock oculto rumo a costas mais montanhosas, onde exploram com mais profundidade os momentos mais pesados e melódicos que já haviam exibido em “The Unspeakable” (2015).

Centrado no tema dos sete pecados mortais, assunto recorrente no universo metal, cada canção aborda uma das ofensas capitais (com dois extras a servir de prelúdio e epílogo) e, como seria de esperar, as dinâmicas variam tremendamente de acordo com o objecto em análise. A qualidade de composição e produção encontram-se ambas a um nível elevadíssimo, com uma mistura bastante viva e extremamente brilhante onde a voz é o elemento central, sempre acompanhado por guitarras a debitar impiedosos e implacáveis riffs de rock. Mesmo nos temas mais lentos, Palmroos, Mattsson e Sabbathi criam uma bela tela para as ambiências adicionais onde acordes suspensos nos conjuram imagens do que Rush poderia ter soado, caso tivessem enveredado por caminhos mais obscuros. Noutros momentos, conseguimos reconhecer especiarias imortalizadas nos primeiros trabalhos de Alice in Chains.

Aqui, o sentimento prevalente é o de melancolia extrema e arrastada, onde os lamentos e os vibratos figuram proeminentemente. Como seria de esperar neste tipo de música, os solos de guitarra não foram esquecidos e irrompem majestosamente com grande substância e cor, frequentemente em diálogos conjuntos que deixarão os fans de Thin Lizzy ou Judas Priest bastante satisfeitos.

O single avançado pela Napalm Records para a avareza teve direito a vídeo de produção integral, com os tradicionais bosques e elementos de fogo – uma canção cheia de hooks prontos para a rádio e com um refrão daqueles que ficam no ouvido. Desde então circulam já pela Internet mais dois lyric-videos: um para o orgulho e outro para a inveja, que completa o trio de promoções pré-lançamento de um álbum que ameaça catapultar a banda para a linha da frente do género.

Este é um dos lançamentos mais interessantes do ano, em que os suecos mostram que é possível expandir no estilo sem se cair nas armadilhas de gosto duvidoso onde algumas bandas da vanguarda do oculto (como Ghost) se viram aprisionadas, mesmo recorrendo a uma temática já bastante batida. Sem dúvida, o álbum mais forte dos Year Of The Goat – a não perder!