Regressados recentemente de uma longa pausa, os chilenos UDK pretendem voltar a fazer com que o seu nome seja falado na América do Sul,... UDK: energia renovada

Género: thrash/groove metal
Origem: Chile
Último lançamento: “Burnt Candles” (2018)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: Soraia Almeida | Review: Diogo Ferreira

Regressados recentemente de uma longa pausa, os chilenos UDK pretendem voltar a fazer com que o seu nome seja falado na América do Sul, especialmente porque têm em “Burnt Candles” a sua novidade mais próxima.

«Não tenham medo de tentar coisas novas ou trazer ideias de outros géneros musicais.»

Objectivos: «Os nossos objectivos são principalmente fazer com que este álbum seja ouvido pelo maior número possível de pessoas no mundo, através dos meios de comunicação da música, como revistas, sites, editoras, produtores de festivais… E talvez contribuir para criar consciência sobre o que estamos a fazer como humanidade. Os fãs devem esperar temas pesados, música pesada, riffs explosivos e letras directas e complexas!»

Conceito: «O conceito principal de “Burnt Cradles” é sobre a espiral descendente que a raça humana está a viver actualmente, abordando 10 tópicos em 10 músicas. Não se trata de se ser retorcido durante a vida, mas sobre nascer-se com maldade dentro de ti, incorporado no ADN. Uma solução possível é queimar metaforicamente todos os berços para evitar a disseminação desse cancro social.»

Evolução: «A banda que temos hoje é resultado de uma mudança que fizemos em 1996. De uma banda chamada Trauma, que tocava speed metal, nós mudámos de nome e de estilo, tendo em mente uma música mais pesada e poderosa, ajustando a afinação das guitarras para Dó, incluindo grunhidos e temáticas sociais/religiosas nas letras. Queríamos ser mais agressivos e directos.»

Influências: «Poderíamos dizer que Slayer, Machine Head, Sepultura, Pantera e Carcass são (ou foram) as nossas principais influências. Achamos que no nosso início, essas bandas estiveram muito presentes no nosso processo de composição, mas sentimos que, com o tempo, encontrámos uma forma de compor com os nossos próprios elementos. É difícil inventar a roda novamente, mas achamos que isso depende da mistura dos sons que vivem na tua mente. E, acima de tudo, não tenham medo de tentar coisas novas ou trazer ideias de outros géneros musicais.»

Futuro: «O próximo passo é continuar a promover o novo álbum. Mantermo-nos, planear a filmagem de um novo vídeo e agendar o maior número possível de datas, sobretudo na Argentina, no Uruguai e no Brasil.»

Review: Regressados em 2015 de um hiato que durou sete anos, estes chilenos já têm uma carreira desde os anos 1990. Misturando thrash com groove metal, desta banda espera-se uma agressividade reinante que se desdobra em malhas compactas, leads/solos frenéticos, uma bateria nuclear e um baixo muito presente de acordo com o estilo musical que envergam. Indicado para fãs de Sepultura.

Outras publicações: