Com "Once Human", os alemães Thwart propõem thrash metal melódico com toques orientais. Fica a conhecê-los com a Metal Hammer Portugal. Thwart: choque de culturas

Género: melodic thrash metal
Origem: Alemanha
Último lançamento: “Once Human” (2018)
Editora: independente
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Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

Com “Once Human”, os alemães Thwart propõem thrash metal melódico com toques orientais. Fica a conhecê-los com a Metal Hammer Portugal.

«O que nos diferencia dos outros é o facto de termos um som levemente oriental.»

“Once Human”: «Basicamente queríamos criar o som que imaginávamos, que integra as experiências musicais e o background cultural de cada membro da banda com padrões modernos de thrash metal. O álbum tem um sentimento geral de energia rebelde com guitarras fortes e expressivas e uma voz limpa, melódica e poderosa, com a adição de growls e gritos. Nos nossos concertos, a energia do público aumenta dramaticamente, o que nos dá mais poder e cria um vínculo. Foi esse o nosso objectivo.»

Conceito: «O conceito principal do disco pode ser deduzido através do título do álbum, “Once Human”. Queríamos expressar a forma como o mundo mudou e continua a mudar ao capitalizar a religião e as mulheres, promovendo a ignorância e a superficialidade, e valorizando a posse e não a emoção.»

Sonoridade: «Fazemos thrash metal melódico mas o aspecto que nos diferencia dos outros é o facto de termos um som levemente oriental, trazido pelo nosso vocalista. O nosso som evoluiu nesta direcção, integrando o metal moderno com as nossas origens culturais. As nossas referências musicais são Trivium, Testament e Kreator.»

Review: A melhor forma de descrever a sonoridade desta banda alemã é falar em modern metal, com o pensamento que depois temos de abrir o rótulo em leque para se incluírem influências no thrash metal, groove metal, death metal e deathcore. Pelo que se ouve em temas como “Apocalypse”, Thwart é um conjunto de músicos muito coeso e criativo (ouvem-se até influências orientais), e, claro, nunca ninguém fica indiferente à existência de uma voz feminina que tanto canta limpo como berra desalmadamente.