Com um conceito actual, já que vivemos num mundo que se diferencia entre riqueza e depressão, os This Can Hurt elaboram um álbum conceptual... This Can Hurt: fama versus depressão

Origem: Bélgica
Género: alt-rock
Último lançamento: “Worlds Apart” (2020)
Editora: Glasstone Records
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: Diogo Ferreira

Com um conceito actual, já que vivemos num mundo que se diferencia entre riqueza e depressão, os This Can Hurt elaboram um álbum conceptual cheio de rock, algum industrial e uma pitada de gothic.

«Através da música, tentámos captar o que está a acontecer na mente dos jovens.»

Sonoridade: «A intenção de This Can Hurt sempre foi criar música sem limitações. “Worlds Apart” acabou por ser uma mistura de rock, metal, wave, industrial, gótico e até pop.»

Conceito: «Originalmente, “Worlds Apart” não era para ser um álbum conceptual, mas acabou por sê-lo ao longo do caminho. Começámos a escrever a letra do que seria “Rivers Run Deep”, “Fate” e “Versus”, e viu-se algum tipo de história a surgir. Foi nesse momento que se começou a pensar em termos de conceito, em vez de se escrever letras separadas para músicas separadas. “Worlds Apart” conta a história de um rapaz altamente sensível e a sua luta com o mundo e as pessoas nele.
Crescer num mundo em que dinheiro, riqueza e fama são mais importantes do que qualquer outra coisa, leva o rapaz à depressão profunda e até a pensamentos suicidas.
Através da música, tentámos captar o que está a acontecer na mente dos jovens. Quando o nosso personagem principal está prestes a desmoronar, pode-se sentir a música a ficar mais negra. Quando ele chega ao ponto da loucura, a música também se solta, e assim por diante…
Escrever músicas e letras simultaneamente foi a maneira perfeita para se trabalhar neste “Worlds Apart”. Sabíamos para onde a história estava a ir, tudo o que tínhamos de fazer era colocar os capítulos na ordem certa.»

Referências: «Nas críticas, somos frequentemente comparados a Nine Inch Nails. Outros críticos fazem referências a Samael, Muse, Type O Negative, The Sisters of Mercy e até Massive Attack.
Fico-me com industrial post-rock, mas ouçam o álbum e, se tiverem algo mais adequado, avisem-nos.»

Review: É entre o rock alternativo e o gótico que estes belgas nos apresentam temas como “The Fall Of Mark E. Smith”. Com uma sonoridade muito orientada às guitarras (que, por sinal, são bastante catchy), as estrofes deste tema relacionam-se ao alt-rock, mas acabamos por ser verdadeiramente surpreendidos por um refrão composto por uma voz grave que se pode encontrar em bandas como Lacrimas Profundere, originando-se assim um lado gothic rock nestes This Can Hurt.