Dos desígnios helénicos vêm os The Silent Wedding, uma banda de metal progressivo que, com “Enigma Eternal”, espanta pela técnica, pelas abordagens maduras e... The Silent Wedding: um casamento bastante sonoro

Origem: Grécia
Género: progressive power metal
Último lançamento: “Enigma Eternal” (2017)
Editora: FYB Records
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Entrevista e review: João Correia

Dos desígnios helénicos vêm os The Silent Wedding, uma banda de metal progressivo que, com “Enigma Eternal”, espanta pela técnica, pelas abordagens maduras e por intervenientes claramente dedicados, bem como um convidado de luxo.

«(…) são apenas músicas e letras escritas utilizando as nossas mentes, corações e almas.»

O que esperar: «”Enigma Eternal” foi lançado em 2017. Fazer este álbum foi uma experiência única. Tivemos muita sorte por trabalhar com o incrível Travis Smith em relação à capa. Demos vários concertos para promover este disco pela Europa com a banda britânica Threshold, com a qual já tivemos o privilégio de fazer uma digressão em 2014. São uma grande influência e inspiração para nós. Também demos óptimos concertos na Grécia, dividindo o palco com bandas como Iced Earth e Saxon, e muitas mais. Assim, podem imaginar que já cumprimos mais objectivos do que os que poderíamos imaginar. Quanto às expectativas, são apenas músicas e letras escritas utilizando as nossas mentes, corações e almas.»

Conceito: «O principal conceito do álbum é a existência humana em geral. As letras referem-se à jornada de todos os seres humanos nessa condição chamada vida. Existem dois trípticos em torno dos quais o tema é desenvolvido: Origem – Caminho – Destino, Nascimento – Amor – Morte. Além disso, as letras falam sobre solidão, vaidade, preconceito e todos os tipos de restrições sociais.»

Influências: «Sabes, com o passar dos anos, todos crescemos e amadurecemos, principalmente como músicos, mas também como personalidades em geral. Teoricamente falando, isso reflecte-se nas nossas músicas e letras. Durante o procedimento da composição, buscamos a nossa verdade interior, mas também passamos bons momentos na companhia de amigos. Em relação às nossas referências musicais, a Metal Hammer (GR) citou: “Com uma vibe de Kamelot e a abordagem artística dos Evergrey, combinadas com reminiscências dos Savatage, criaram um álbum impressionante”…»

Review: É óptimo perceber que ainda existem bandas que se dedicam a criar material clássico e adulto sem receio de parecerem ultrapassadas. Influenciados por bandas seminais como Savatage (e ouve-se tão bem a influência de “Dead Winter Dead” em “Enigma Eternal”) e Kamelot, os gregos The Silent Wedding deixam-nos boquiabertos com a oferta geral que nos estendem: produção imaculada, uma capa exemplar, músicos de eleição e temas que entram sem esforço, de tão naturais que são. Tome-se como exemplo “Catharsis” e todo o que foi dito anteriormente fará todo o sentido. A colaboração de Tom Englund (Evergrey) em “A Dream of Choices” é só mais um motivo para prestarmos atenção aos The Silent Wedding. Quando vivemos em tempos de uma diversidade tão ampla e que nos obrigam a estar na nossa melhor forma para podermos assimilar tanto conteúdo novo, é muito gratificante ouvirmos metal clássico bom, sem complicações, rótulos exóticos ou outras neo-tendências geralmente criadas para disfarçar fracas execuções. O estilo dos The Silent Wedding é um e apenas um: metal. O subgénero? De alta qualidade. É quanto basta.