O som de The Dawn Razor é ritmado e algo técnico, duas tintas para pintar uma tela que depressa deixa de ficar vazia. The Dawn Razor: tentar compreender o sublime

Origem: França
Género: death/thrash metal
Último lançamento: “Renaissances” (2018)
Editora: Dooweet Agency
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Entrevista: Diogo Ferreira | Review: João Correia

O som de The Dawn Razor é ritmado e algo técnico, duas tintas para pintar uma tela que depressa deixa de ficar vazia.

«Cada música pode ser considerada como uma pintura de um tema sublime.»

Objectivos: «Os objectivos mais altos tinham a ver com a parte da composição. Queria criar músicas com ritmos interessantes e solos de guitarra. Depois disso, cada música pode ser considerada como uma pintura de um tema sublime. As letras encaixam-se nesses temas.»

Conceito: «O conceito é sobre o movimento sublime. As coisas que os humanos não conseguem entender ou controlar são sublimes. Ou coisas e conceitos enormes demais para nós. Dão uma sensação de reverência. Não se trata de beleza ou perfeição. Uma montanha é sublime, uma guerra, o oceano…»

Sonoridade: «O nosso som é cru.»

Review: Ora, então, temos uma banda francesa a descrever o terramoto de Lisboa de 1755 com o seu thrash/death metal técnico e super-violento. Muito bem, muito bem. Ainda que improvável, é mesmo isso que os The Dawn Razor fazem em “Lisboa 1755”, um tema excessivamente articulado, competente e agressivo que, após a curiosidade inicial, nos faz ter um pouco de orgulho em sermos tão bem representados por uma banda internacional. A boa produção e a maneira tipicamente francesa de fazer bom metal são apenas mais dois rebuçados para adoçar a boca.