Nome de culto no underground hard rock australiano, os Taste estão para as curvas. Reunidos em 2007 (30 anos depois da... Taste: o rock está vivo!

Origem: Austrália
Género: classic rock
Novo lançamento: “Rock Is God” (2021)
Editora: MR Records
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Nome de culto no underground hard rock australiano, os Taste estão para as curvas como o vocalista e guitarrista Ken Murdoch demonstra seguidamente. Reunidos em 2007 (30 anos depois da separação), 2021 vê nascer mais um álbum de hard rock clássico com elementos modernos na mistura.

«Quando abordámos este álbum, tínhamos uma placa na parede que dizia épico.»

Novo lançamento: «Quando abordámos este álbum, tínhamos uma placa na parede que dizia épico, e é por isso que nos esforçamos. Com uma orquestra para “Is It Just a Dream” e “Over the Glen”, cada faixa parece enorme. O álbum foi gravado nos nosso próprio estúdio. Algumas das faixas são mais antigas, como “Group E” e “Tickle Your Fancy”, mas gostamos do estilo glam dos anos 70 e por isso também as incluímos.»

Conceito: «Liricamente, é um álbum bastante negro, que aborda questões como abuso infantil, rapto, morte e fim do mundo. Gostava de ter chamado “Happy Days Are Here Again” ao álbum, mas decidimos combinar “Rock is dead” e “I am god” para criar “Rock Is God. O tema geral do álbum está baseado no vídeo para “I am God”. Muita ficção-científica. A letra pergunta se deus é benevolente como todos pensam que é ou se está apenas a jogar-nos um grande videojogo, sem se importar com o que acontece. Do tipo: ‘Como é que vão gerir uma pandemia?’ “The Sims” na vida real.
Por outro lado temos “Kyle”, que é sobre um rapaz obeso que trava amizade com um tipo muito porreiro que gosta dele. Após um tempo, Kyle começa a questionar por que é que ele gosta de si, o que termina com ele a matar o outro.
“Sanctuary” é baseado numa história verídica de abuso infantil pelo padre da nossa paróquia. Tivemos a sorte de escapar, mas havia algumas histórias malucas sobre ele. Nas minhas letras, torturo-o!»

Percurso e influências: «Conhecemo-nos desde a escola secundária, por isso temos um radar embutido em cada um de nós. O Michael [Tortoni, baixo] é dono de um grande clube de jazz, portanto gosta desse tipo de música. O Joey [Amenta, guitarra] é um tipo do blues. E eu gosto de ser extravagante no estilo rock. Quando reunimos isso, mescla-se tudo no som que produzimos.
Fizemos audições para bateristas recentemente e a maioria disse que teve problemas para tentar descobrir o que raio estávamos a tocar. Eu escrevo canções estranhas e o Michael adora brincar com tempos. O nosso baterista original era o Virgil Donati, e ele garantia que estávamos certos musicalmente.
Influências para nós sempre foram The Who, Queen e Puccini. Gostamos de um pouco de drama na mistura. Quando escrevo, tento sempre forçar a barra e encontrar essa interessante diferença a nível melódico ou lírico. “Is It Just a Dream” é um bom exemplo. Melodia muito boa sobre alguns acordes complicados com letras sobre rapto e homicídio. Adicione-se uma orquestra e descobrirão o que somos.
Estamos juntos há muito tempo, adoramos sair e tocar estas músicas ao vivo. Espero que não demore muito para que volte a acontecer!»

Review: Formados na década de 1970, a primeira vida destes australianos fui curta: dois anos, dois álbuns. Reunidos em 2007, os Taste têm vindo a lançar discos conforme podem, e 2021 vê mais um álbum nascer. De Queen a The Who, também ouvimos elementos de U2, bem segmentos jazzy e prog. O rock dos Taste pode ser suave e melodioso aqui e acolá, muito à custa dos teclados e da voz meiga, mas também é capaz de ser robusto, especialmente quando a guitarra começa a espirrar os seus leads/solos electrizantes, que podem funcionar como um clímax para arenas.