O ano de 2020 ainda agora começou, mas “MMXX” pode ficar bem no topo dos lançamentos de qualidade deste ano. Sons Of Apollo “MMXX”

Editora: InsideOut Music
Data de lançamento: 17.01.2020
Género: prog metal
Nota: 4.5/5

Em termos de supergrupos, não há muito a dizer sobre o talento explosivo que co-habita neste quinteto. Com nomes portentosos do mundo do rock e metal progressivos, a probabilidade de lançarem um disco mau é praticamente nula. Ora, “MMXX” consegue ser um álbum estratosférico, mantendo uma sobriedade progressiva inabalável ao mesmo tempo que contém momentos de criatividade contagiante, resultando num segundo lançamento de estúdio obrigatório para os fãs de música progressiva.

Com uma carreira muito curta, o supergrupo foi visado de forma mais negativa no seu álbum de estreia, com críticas de dependência em Mike Portnoy para os vários rasgos de criatividade. Neste “MMXX” tal não acontece, tendo cada um dos membros participado activamente para um desempenho global fenomenal. Cada um tem grandes momentos, com Bumblefoot a ser absolutamente exuberante em “Desolate July” e “Goodbye Divinity”, Derek Sherinian tem um desempenho imaculado,  Jeff Scott Soto consegue dar uma grande alma a faixas como “Wither to Black”, “Goodbye Divinity”, “King Of Delusion” e a “Desolate July”, acrescentando um toque melódico realmente interessante a este metal cada vez mais progressivo, e os incontestados Billy Sheehan e Mike Portnoy elevam a energia do longa-duração, acelerando o passo das composições e suportando um lançamento que consegue ter um pouco de tudo.

Desde instrumentais mais progressivos e pesados a um toque mais melodioso, os Sons Of Apollo conseguem fazer um segundo disco de estúdio que pode agradar a todo o tipo de fãs, desde os mais românticos aos mais intensos. Na verdade, nenhum dos membros esquece as suas raízes e atribui um pouco de si a “MMXX”, que surpreende pela complexidade, melodia e até pela épica faixa de mais de 15 minutos, “New World Today”. “MMXX” é um óptimo álbum, não se arrasta nem depende de um membro em particular, bem longe disso; este segundo disco tem um vigor que muitos achavam não existir após a estreia com “Psychotic Symphony”. O ano de 2020 ainda agora começou, mas “MMXX” pode ficar bem no topo dos lançamentos de qualidade deste ano.