Sem limites no horizonte, os Second Brain apresentam uma amálgama de thrash, death e prog metal. Second Brain: despertar do reino dos medos

Origem: Itália
Género: thrash/death/prog metal
Último lançamento: “The Mind Awakes” (2020)
Editora: independente
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Sem limites no horizonte, os Second Brain apresentam uma amálgama de thrash, death e prog metal.

«Tentamos manter a nossa música o mais genuína e pessoal possível.»

Sonoridade: «Queríamos levar o plano estabelecido com o nosso primeiro álbum “Synthesis” ao próximo nível. Nos cinco anos entre esse álbum e “The Mind Awakes” passámos de uma dupla para uma banda de pleno direito. Isso teve necessariamente um impacto na música. Então, se seguiram a nossa música no passado, reconhecerão a nossa mistura de thrash, death e elementos progressivos, mas apresentada de uma maneira mais sombria, orgânica e perfeita.»

Conceito: «Musicalmente, sempre tivemos uma abordagem aberta ao metal e este álbum não é excepção. Não temos medo de tentar ultrapassar alguns limites e estamos preparados para a possibilidade de a nossa música não ser fácil de categorizar. Em termos de letra, o álbum é tematicamente aberto em torno do conceito de ‘despertar’ do reino dos medos auto-impostos e abraçar o pensamento racional em oposição à superstição, teorias da conspiração e religião.»

Influências: «Cada um de nós tem géneros específicos como influência. Mas em termos do que ajudou a forjar o som dos Second Brain, temos, principalmente, thrash metal do final dos anos 1980, death metal melódico escandinavo, gothic/doom metal britânico e muitas bandas experimentais de metal progressivo de todo o mundo. Nunca tentámos soar a essas bandas especificamente. Sempre seguimos o nosso instinto e tentamos manter a nossa música o mais genuína e pessoal possível. Achamos que essa abordagem se reflecte na nossa evolução.»

Review: Se tivermos que aplicar rótulos como lo-fi death/prog metal, então que o apliquemos a bandas como Second Brain. Claro que a produção tem de melhorar obrigatoriamente, mas as ideias estão lá de pedra e cal. Faixas como a homónima de “The Mind Awakes” (2020) dão razão à nossa observação ao sugarmos um metal progressivo cheio de ritmos alucinantes, vozes guturais que se cruzam com breves abordagens operáticas femininas e solos muito bem executados que nos deixam a salivar por mais segmentos sonicamente atraentes.