Scott Faifax, nascido em 1977, atingiu o estrelato ao ingressar nos Memoriam quando estes se formaram em 2016 após os históricos Bolt Thrower terem... Scott Fairfax (Memoriam): «É exultante partilhar o palco com alguém que te chama nomes e te manda lixar enquanto toca»
Foto: Gobinder Jhitta

Scott Faifax, nascido em 1977, atingiu o estrelato ao ingressar nos Memoriam quando estes se formaram em 2016 após os históricos Bolt Thrower terem cessado actividades. Assim, nesta banda incluem-se os ex-Bolt Thrower Karl Willets (voz) e Andy Whale (bateria), e o ex-Benediction Frank Healy (baixo).

Chegámos à conversa com Scott – que para além de compor em Memoriam, toca ao vivo em Benediction – e perguntámos quão gratificante é fazer parte daquilo que poderá ser a continuação de Bolt Thower. O inglês de Birmingham é directo: «Pessoalmente não vejo isto como uma continuação. Memoriam era e é uma banda nova. Pode ter duas partes de Bolt Thrower, uma parte Benediction e uma parte de um tipo que nunca se ouviu falar, mas dizer que é uma continuação não é justo. Tenho a certeza que os fãs não gostariam que o Karl parasse totalmente quando os Bolt Thrower terminaram.» Quanto ao que soam, o músico volta a ter um discurso sem rodeios: «Nunca nos vamos livrar dos comentários que isto soa àquilo. Podíamos tocar drum n’ bass dos anos 1990 e as pessoas continuariam a comentar isso. Não podes agradar toda a gente ao mesmo tempo.»

Mas depressa perde a rijeza e começa a falar do seu colega baterista: «O Andy [Whale] está de volta! Não é porreiro? Depois de todos estes anos, voltou à bateria! Fixe ou o quê?»

Quanto a Frank, diz-nos que «é um acontecimento exultante partilhar o palco com alguém que te chama nomes e te manda lixar enquanto toca, ambos a olhar para o Karl, à espera que algo aconteça. É uma boa risada. E é isto: fazer música e haver divertimento.»

A tocar ao vivo com Benediction desde 2015, Scott revela que é amigo da banda há muitos anos, confidenciando que partilhou salas de ensaio e que os levava ao aeroporto. «Fiz uma digressão incrível com eles na América do Sul em 2015. Tenho sido um fã, um amigo e parte da banda – isso significa muito para mim.» E Frank volta a ser assunto de conversa: «Acho que as nossas primeiras palavras um para o outro foram: ‘Cretino!’ É tipo o nosso olá.»

Sobre Bolt Thrower, afirma que adorava ouvi-los e que ainda adora – «Quem não?», pergunta retoricamente. «Mas só os conheci quando o Andy me mandou um e-mail depois da digressão dos Benediction na América do Sul. Ele soube que me dava bem com o Frank – o que, digo-vos, é uma raridade, porque ele é um personagem difícil, e se não conheces a sua verdadeira franqueza, estás em apuros. [risos]» Recorda que via o Karl por Birmingham, mas nunca o conheceu a fundo, «disse olá algumas vezes». «Portanto, estar numa banda com estas lendas ainda é bastante irreal até ao momento em que o Karl derruba a sua cerveja, e penso: ‘Ah pois, é só uma pessoa normal e desajeitada.’»

“Requiem for Mankind” foi lançado a 21 de Junho de 2019 pela Nuclear Blast.