Produtivo, o norte-americano Rich Davis tenta lançar o máximo de música em curtos espaços de tempo. Rich Davis: montanha-russa musical

Género: metal
Origem: EUA
Último lançamento: Dr. Me… (2019)
Editora: independente
Links: Facebook
Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

Produtivo, o norte-americano Rich Davis tenta lançar o máximo de música em curtos espaços de tempo. Até ver está a consegui-lo, e a nova proposta intitula-se “Dr. Me…”, sobre a qual podes saber mais abaixo.

Já começa a compensar. E isso é bom.

Objectivos: «Lanço um novo single com um vídeo a cada 3-4 meses, e tenho conseguido fazer isso durante quase quatro anos; portanto não há um objectivo novo que seja diferente de todos os meus lançamentos. Vou em frente, tento fazer amigos e ver até onde posso levar a minha música. Só tenho que me esforçar. Mas é bom ver que, depois de fazer isto durante um tempo, é porreiro começar a ver uma melhor resposta vinda das pessoas. Já começa a compensar. E isso é bom.»

As ideias: «Bem, sabia que, quando gravei o vídeo de “Beauty in Ruin”, queria prosseguir o mais rápido possível para o vídeo “Dr. Me…”. São uma só ideia para mim, mas musicalmente tive que contar a história inteira em duas músicas. Mas se repararem no vídeo de “Dr. Me…”, verão que vou ainda mais longe e partilho a ideia do vídeo de “Re-Animated”. Esse personagem também faz parte do enredo do meu último caudal.»

Percurso: «Venho das bandas Mystic-Force e Shift, e o meu estilo de composição mudou de maneira desafiante ao longo dos anos. A principal razão é que, depois do tempo passado em Mystic-Force e no início de Shift, comecei a tentar aprender a tocar guitarra. Nunca tinha tido tempo. Comecei a tocar em festas numa banda quando estava no sétimo e nunca parei. Então, ainda sobre Mystic, eu não era realmente um bom músico. Sim, conseguia abanar a cabeça e andar aos saltos como um idiota, mas simplesmente não estava nessa.»

Influências: «Há muitas bandas que inspiram a minha música. Gosto que as minhas músicas sejam pesadas, não complicadas, com algum tipo de hook negro. Acho que às vezes, ritmos mais fáceis podem soar muito mais pesados ​​do que os complicados. Tenho essa ideia sobre Static-X. Para mim, algumas dessas músicas são muito bem feitas. Cada riff de guitarra ou riff de baixo é apenas uma amostra, e escrevo as minhas músicas com base nisso. Para mim, é assim que se obtém o groove do som dos Static-X. Também gosto do tacto de Meshuggah: muito negro e com aquela sensação de máquina. Quanto à parte vocal, e conhecendo as minhas capacidades, normalmente tento cantar o menos possível, porque sei que nunca fui um cantor. Assim, tento manter-me próximo de algo que possa conseguir fazer. [risos] Gosto das partes onde sou mais tipo King Diamond, as partes teatrais – como no tema “13”. É divertido de se fazer.»

Estou a escrever um filme de terror.

Futuro: «Estou a escrever um filme de terror. Agora estou na fase de pré-produção e espero estar a filmar no final de Julho / início de Agosto. Toda a banda-sonora será feita por mim e terá algumas das minhas músicas mais antigas, bem como uma nova. No final do filme verão o vídeo mais recente…»

REVIEW
Rich Davis
«Dr. Me…
»
Independente, 2019

Multifacetado, tanto a nível imagético como sonoro, Rich Davis é um artista incansável, sempre a criar música e conceitos, que nos oferece de mão-beijada uma mescla de géneros que coabitam em grande harmonia. De sonoridades atmosféricas q.b. e quase épicas, que por vezes fazem recordar Devin Townsend, passando por momentos mais matemáticos, o multi-instrumentalista percorre também caminhos industriais e de rock alternativo à moda norte-americana sempre com a bússola a apontar ao metal. Ouvir Rich Davis é como estar numa montanha-russa – imparável e de cortar a respiração.