Do Chile, os Renegade trazem-nos o seu heavy/power metal que, segundo os próprios, apresenta noções experimentais. Renegade: renovação heavy metal

Origem: Chile
Género: heavy/power metal
Último lançamento: “Given Work?” (2018)
Editora: Beatitud Records
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: Diogo Ferreira

Do Chile, os Renegade trazem-nos o seu heavy/power metal que, segundo os próprios, apresenta noções experimentais.

«Sentimo-nos à-vontade para unir coisas que até os mais puristas não uniriam.»

Recepção: «O nosso lançamento mais recente é “Given Work?”, foi produzido por Roland Grapow (ex-Helloween, Masterplan) e contamos com a colaboração de Ronnie Romero (Rainbow, de Ritchie Blackmore) em “No Name”. O álbum foi bem recebido em Espanha e a revista Heavy Rock colocou-nos entre os melhores álbuns de 2018 vindos da América do Sul, e no Chile foi considerado um dos dez melhores álbuns de 2018 pela Radio Futuro no Dr. Rock and Roll Show.»

Conceito: «A banda, em todas as letras, trabalha com temáticas existenciais e sociais da humanidade. É por isso que uma criança (Charly) aparece nas capas. Parece-se com o homem que está a destruir o próprio homem.»

Sonoridade: «A banda sempre teve uma estética musical muito experimental. Gostamos de tocar música, sentimo-nos à-vontade para unir coisas que até os mais puristas não uniriam. Não queremos destacar-nos em nenhum género. É por isso que dizemos que somos heavy experimental. E ter trabalhado com Roland Grapow nas misturas de “Given Work?” colocou-nos num caminho em termos de som cada vez mais forte e nítido. Queremos ser como uma katana que corta tudo em termos de música e letra.»

Review: Cativantes e cheios de energia heavy/power metal alimentado a riffs e solos de guitarra, o nome dos chilenos remete-nos logo para os estilos musicais mencionados. Ainda assim, em faixas como “The Pied Piper of Hamelín” implementa-se um palpável sentido folk, não só pelo ritmo alegre/heróico mas também por uma espécie de flauta que complementa o título. Outro aspecto positivo passa pelo refrão memorável suportado por teclados que vão sendo utilizados com inteligência.