Dedicada essencialmente ao death metal, grindcore e sludge, mas com olhos também virados para o heavy metal e punk-hardcore, a Relapse Records é uma... Relapse Records: os 10 álbuns essenciais

Dedicada essencialmente ao death metal, grindcore e sludge, mas com olhos também virados para o heavy metal e punk-hardcore, a Relapse Records é uma das editoras mais conhecidas do mundo no que a música pesada diz respeito. O ano de 2020 marca as três décadas de existência da Relapse Records e a Metal Hammer Portugal seleccionou dez importantes lançamentos da editora norte-americana.

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Banda: Amorphis
Álbum: “Tales from the Thousand Lakes”
Ano: 1994

Com vários álbuns lançados pela Relapse Records, o destaque discográfico dos Amorphis tem de ser “Tales from the Thousand Lakes”. Épico do princípio ao fim, este disco revolucionou a expressão metal com a sua temática lendária e mística através de temas como “The Castaway”, “First Doom”, “Black Winter Day” ou “Drowned Maid”, quatro composições que muito bem exemplificam a mistura entre death metal, doom metal, prog e folk.

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Banda: Neurosis
Álbum: “Through Silver in Blood”
Ano: 1996

Banda formada antes da editora que aqui felicitamos, Neurosis é um projecto de culto que obteve reconhecimento devido à sua veia experimental que conjugava vários subgéneros do metal com especial foco no doom, sludge e industrial – por outras palavras, os Neurosis já faziam post-metal antes de tal rótulo estar mundialmente em voga. “Through Silver in Blood” é o quinto álbum da banda de Scott Kelly e o primeiro pela editora norte-americana, uma união que vai existindo amigavelmente entre Neurosis, Relapse Records e Neurot Recordings.

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Banda: Brutal Truth
Álbum: “Sounds of the Animal Kingdom”
Ano: 1997

Vindos de uma editora versada em grindcore e death metal como a Earache Records, os Brutal Truth não podiam ter melhor casa seguinte do que a, à época em ascensão e expansão, Relapse Records. E assim, os nova-iorquinos lançaram em 1997 um dos seus três melhores discos. Se o grindcore que queres tem de conter mais do que rapidez desenfreada e grunhidos guturais, então o tecnicismo dos Brutal Truth é tudo o que precisas.

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Banda: Nile
Álbum: “Amongst the Catacombs of Nephren-Ka”
Ano: 1998

Nile é daquelas bandas que sempre que lança um disco é quase certo que a imprensa vai aplaudir intensamente. Liderados por Karl Sanders, os norte-americanos só conheceram duas editoras (Relapse Records e Nuclear Blast) ao longo de uma carreira iniciada em 1993. Com os quatro primeiros LPs a serem lançados pela Relapse, escolhemos o debutante “Amongst the Catacombs of Nephren-Ka” que nos deu a conhecer a singularidade criativa de uma banda que une death metal e Egipto como nenhuma outra.

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Banda: Nasum
Álbum: “Inhale/Exhale”
Ano: 1998

Suecos com uma curta carreira, os Nasum foram intensos durante os cerca de 13 anos em que existiram, lançando álbuns de poderosa agressividade como o debutante “Inhale/Exhale”. Nome de culto do grindcore lamacento, os Nasum separaram-se em 2005 após ser confirmada a morte do vocalista/guitarrista Mieszko Talarczyk, uma das centenas de milhares de vítimas do tsunami índico de 2004. Em 2012 embarcaram numa digressão comemorativa e actuaram no antigo Vagos Open Air.

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Banda: The Dillinger Escape Plan
Álbum: “Calculating Infinity”
Ano: 1999

Ainda que “Miss Machine” (2004) possa ser considerado o breakthrough destes norte-americanos de Nova Jérsia, “Calculating Infinity” é o disco escolhido para fazer parte deste rol por ser precisamente o primeiro, demonstrando as qualidades de scouting da Relapse. Grupo considerado de culto, os The Dillinger Escape Plan elevaram o metalcore para algo mais complexo e matemático (em que se inclui jazz), o que lhes dá o estatuto de pioneiros do mathcore.

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Banda: Dying Fetus
Álbum: “Destroy the Opposition”
Ano: 2000

À semelhança de Nile, Dying Fetus é outra banda que deixa fãs e imprensa em regozijo sempre que editam um disco e, por outro lado, é também um nome que ajudou a inovar o death metal para algo ainda mais brutal e técnico. “Destroy the Opposition” é o terceiro disco do grupo e o primeiro pela Relapse. Até à data desta publicação, os Dying Fetus mantêm-se sob chancela desta editora, uma fiel parceria que já nos deu álbuns como “Reign Supreme” (2012) e “Wrong One to Fuck With” (2017).

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Banda: Pig Destroyer
Álbum: “Prowler in the Yard”
Ano: 2001

Um dos álbuns mais doentios do Séc. XXI e um dos mais importantes na história do grindcore, o segundo disco dos Pig Destroyer é agressividade inebriante à custa das malhas de guitarra que causam headbanging incessante ao termos um Scott Hull a ir buscar esclarecidas influências ao punk e ao hardcore. “Prowler in the Yard” é uma obrigatória passagem inicial para quem se quiser inteirar do grindcore norte-americano.

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Banda: Mastodon
Álbum: “Leviathan”
Ano: 2004

Um dos nomes mais importantes da música pesada contemporânea, os Mastodon deram os primeiros passos discográficos a sério com a Relapse ao lançarem o debutante “Remission” em 2002. Apesar disso, o esmagador reconhecimento global brotou com “Leviathan” em 2004, na altura considerado o melhor álbum do ano por diversas publicações. Na verdade, a prova de tal galardão está no particular riff de entrada da inaugural “Blood and Thunder” que nos faz logo dizer ‘isto é Mastodon!’.

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Banda: Baroness
Álbum: “Red Album”
Ano: 2007

Banda das cores, o primeiro disco destes norte-americanos é um dos grandes marcos da Relapse já em pleno Séc. XXI. Assim, “Red Album” seria a merecida catapulta para um estrelato mundial dentro dos panoramas prog, uma posição que nunca apagou a humildade e a criatividade do vocalista/guitarrista John Baizley. Em 2012 a banda viu-se envolvida num grave acidente de viação que culminou na saída de Matt Maggioni (baixo) e Allen Blickle (bateria), este que era um membro-original de Baroness.

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Menções honrosas:
Incantation – “Onward to Golgotha” (1992)
Necrophagist – “Epitaph” (2004)
Christian Mistress – “Possession” (2012)
Red Fang – “Whales and Leeches” (2013)
Valkyrie – “Shadows” (2015)
Full of Hell – “Wepping Choir” (2019)