"Kindred: Act I", dos canadianos Red Cain, oferece-nos uma visão mitológica em que deuses batalham o lado civilizado dos humanos. Red Cain: senhores da guerra

Género: groove/progressive metal
Origem: Canadá
Último lançamento: “Kindred: Act I” (2019)
Editora: independente
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Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

“Kindred: Act I”, dos canadianos Red Cain, oferece-nos uma visão mitológica em que deuses batalham o lado civilizado dos humanos.

«Este disco apresenta uma jornada conceptual através da profundeza primordial da psique humana.»

Objectivos: «Quisemos expandir o sucesso obtido com o nosso EP homónimo, editado em 2016, apresentando um álbum que fosse variado e ecléctico, mas que ao mesmo tempo definisse quem são os Red Cain enquanto banda. Temos músicas que são uma continuação do estilo apresentado com “Melancholy and Rage”, mas também temos muita experimentação que serve para preparar o terreno para um próximo disco. Quisemos também estabelecer uma presença visual forte através da música e dos nossos lyric videos, e deixar a audiência intrigada com a nossa história.»

Temática: «Este disco apresenta uma jornada conceptual através da profundeza primordial da psique humana, que vem à superfície para contar histórias mitológicas de guerra, amor e transformação. No fundo é uma narrativa, um espelho para o nosso passado, para a nossa história e para aquilo que significa ser humano. Um dos protagonistas nas nossas histórias é Veles, um Deus eslavo que simboliza a crueza e a força esquecida dos nossos antepassados e que está constantemente em confronto com o lado civilizado da humanidade. Cada tema é um hino de elevação a Veles e ao que ele representa, assim como uma lente por onde podemos visualizar velhos mitos através dos nossos próprios olhos.»

Segundo acto: «Estamos de volta ao estúdio para gravar “Kindred: Act II”, o sucessor do nosso disco actual, e que será uma continuação da história de Veles assim como uma evolução musical. Estamos também a trabalhar em novos vídeos e focados em construir um círculo de fãs internacional. Para além disso, estamos a trabalhar para que os nossos concertos sejam um ritual de força e mística pagã, para evocarmos antigos rituais pagãos e transportar o nosso público para a nossa paisagem mitológica.»

Review: Depois de terem apresentado o seu som através de singles desde a fundação em 2016, os canadianos deram o passo esperado com o lançamento do álbum “Kindred: Act I”. Muito melódicos, o groove metal pode ser tido com uma das bases da sonoridade, mas depressa percebemos que é para o departamento do prog que a banda de Calgary quer ir, como se pode ouvir em faixas como “Zero”, que é pintada por estruturas diversificadas, samples electrónicos e guitarras pormenorizadas.