Pyramido “Fem”

Reviews 23 de Setembro, 2019 João Braga

Desde 2009 que os Pyramido têm sido participativos no lançamento de álbuns, obtendo algum reconhecimento sobretudo após o lançamento do seu segundo disco de... Pyramido “Fem”

Editora: The Sign Records
Data de lançamento: 27.09.2019
Género: doom/sludge metal
Nota: 3.5/5

Desde 2009 que os Pyramido têm sido participativos no lançamento de álbuns, obtendo algum reconhecimento sobretudo após o lançamento do seu segundo disco de estúdio “Salt” (2011). Ora, o quinteto sueco, de Malmö, lança este ano o seu quinto longa-duração intitulado, nem de propósito, “Fem” (NdR: “Cinco” em português). A solução do sludge/doom metal é para continuar, desta feita com um disco curto e que vai directo ao assunto desde a primeira faixa. O jovem quinteto continua a ser depressivo e obscuro, nas suas composições e, instrumentalmente, o grupo é reconhecido por riffs bem marcantes, fortemente apoiados por uma bateria e vocais rigorosos.

Em “Fem”, é business as usual para a banda, mas, e apesar de haver maior foco nas composições e no dinamismo entre os seus membros, continuam a querer focar-se em músicas longas e escritas em sueco, o que obriga a que a componente estrutural e instrumental seja de grande qualidade. Tal acontece, pois os Pyramido têm conseguido ganhar uma boa base de apoio ao longo dos anos, e com este “Fem” a base só pode crescer.

“Utvagen” demonstra uma tendência evolutiva, numa faixa que se torna épica; “Fanrik Kallbacks Sagner” tem um início roqueiro, mas não se deixem enganar, pois o sludge metal vai entrar a rebolar com o vocal e os riffs quase roqueiros a serem os grandes destaques; “Insikten” segue o doom metal com afinco, um que é pesaroso e lento, repleto de peso; “Född till att springa” e “Levande döda” conseguem ser um belo exemplo do estilo que sempre os inspirou, sendo duas músicas lentas de doom que vão acelerando para algo mais sludge e quase melódico, por vezes; e a faixa homónima começa com um depressivo e melancólico monólogo de guitarra para evoluir para um doom metal muito enriquecedor e diverso, sendo, talvez, o melhor tema do longa-duração.

De novo, os Pyramido mostram a sua paixão pelo doom/sludge metal, sem nunca se aproximarem em demasia do metal tradicional. Em “Fem”, apesar de controverso, existem elementos melódicos que acabam por enriquecer o álbum. O foco nas letras melancólicas e obscuras é já algo esperado. O quinto álbum de originais é mais doom do que sludge, mas a robustez instrumental deste género continua a fortalecer um disco que não é perfeito, mas que é sólido e que deverá agradar aos seguidores da banda.