Perennial Quest é uma bela proposta de power metal veloz e aguerrido que ninguém quererá deixar de ouvir. Perennial Quest: guerreiros do power metal

Género: power metal
Origem: EUA
Último lançamento: “Warriors Through Endless Time” (demo, 2017)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: Diogo Ferreira

Perennial Quest é uma bela proposta de power metal veloz e aguerrido que ninguém quererá deixar de ouvir.

«Queríamos fazer uma demonstração de power metal que mostrasse o que todos nós trazemos para cima da mesa como banda.»

Sam Jewell

Objectivos
Andrew: «O meu objectivo era fazer com que as pessoas se esquecessem que estive nos NightSlasher! Honestamente, embora o objectivo principal fosse fazer a música que adoramos e dar ao power metal a nossa própria interpretação, as pessoas podem esperar músicas muito rápidas e cativantes com secções solo ridiculamente longas. Mas eu gosto de acreditar que há algo nessas músicas que qualquer fã consegue apreciar! E talvez inicie a minha carreira na fama e torne-me mais rico do que Gene Simmons!»
Tony: «Acho que os nossos principais objectivos foram os de estabelecer o nosso som e alcançar um público mais amplo. As pessoas podem esperar que os nossos discos sejam um pouco menos tradicionais do que a maioria do power metal e mais no vão do metal clássico (Iron Maiden, Judas Priest), mas também com algumas partes progressivas mais modernas.»
Sam: «Este foi o nosso primeiro lançamento como Perennial Quest. Estávamos mesmo prontos para colocar a nossa visão colectiva num lançamento real. Como um todo, sinto que todos nós queríamos fazer um lançamento de metal/shred enfeitado com um monte de outras influências fora do género. Ao longo de toda a demo, nós incorporámos elementos de folk, prog, speed e até mesmo algumas influências black metal. Os temas líricos de fantasia/distopia sempre foram constantes, assim como a guitarra/teclado. No geral, queríamos fazer uma demonstração de power metal que mostrasse o que todos nós trazemos para cima da mesa como banda.»

Conceito
Tony: «Cada música contém o seu próprio conceito e tema, cada música é diferente, e não havia um plano geral para amarrar cada música a um conceito principal. Acho que queríamos que cada música fosse capaz de se sustentar sozinha e não ser restringida por uma narrativa central. As músicas em si, no entanto, tocam numa variedade de temas que consistem em cenários de estilo armagedão demoníaco, corrupção política e guerra futurista.»

Evolução
Andrew: «As músicas ficaram muito mais felizes com o passar do tempo. [risos] Inicialmente fomos para um power metal à DragonForce, mas com o passar do tempo, enquanto ainda tínhamos essa influência, aprendemos a adicionar mais influências e ideias; cada membro tem algo diferente a adicionar ao som e todos estamos muito abertos às ideias uns dos outros. Não queremos repetir-nos ou começar a soar a estagnação. As músicas também ficaram um pouco mais curtas com o passar do tempo; inicialmente tínhamos todas com 10 minutos de duração, agora é mais 7 minutos. [risos]
Tony: «Quando entrei na banda há quatro anos, ficou estabelecido que queríamos compor e criar power metal. A partir daí, acho que os sons que produzimos formaram-se organicamente através do desenvolvimento gradual do nosso processo de composição. A formação mudou ao longo dos anos, o que também nos ajudou a produzir músicas mais coloridas. Mais membros estão agora a contribuir para o processo de escrita do que no início, e acredito que isso ajudou-nos a soar mais exclusivos e menos genéricos. Também me permitem fazer uma grande quantidade de comentários criativos sobre as letras e temas das músicas – isso também se desenvolveu gradualmente. No início não havia ninguém responsável pelo desenvolvimento das letras e conceitos da música, [portanto] gostei de ficar responsável por isso, e acho que os temas criados ajudam a proporcionar uma experiência de audição mais visual
Sam: «Começámos como uma banda de power/speed metal, mas sinto que as sessões de composição progrediram. Queríamos mesmo ultrapassar os nossos limites musicais e zonas de conforto, e começar a adicionar algumas outras influências. Na minha opinião, começámos a fazer músicas mais complicadas à medida que avançávamos. Podem notar uma enorme diferença entre a música “Warriors Through Endless Time”, que foi a primeira música que compusemos, e “Cast Into Shadow” e “Angel of Fortune”, que foram as duas últimas que escrevemos, em que começámos realmente a mostrar as nossas composições e tecnicalidades.»

Futuro
Andrew: «Estamos prestes a gravar uma nova demo no final do verão. Acreditamos que essas novas músicas são uma evolução lógica do nosso som e os fãs devem estar ansiosos para ouvi-las!»
Sam: «Estamos a afinar o material para o nosso segundo lançamento e vamos começar a gravar em menos de um mês. Vamos começar a dar concertos assim que o tracking estiver completo e levar a banda o mais longe possível.»

Review: Velocidade desenfreada e melodia constante são condimentos com os quais podemos contar com o primeiro lançamento desta banda norte-americana. Donos de um power metal muito orelhudo e melodioso, quem ouvir este grupo ficará abismado com a capacidade veloz e precisa que os guitarristas Davy Allen e Andrew Matarazzo imprimem em temas como a inaugural “Cage Delirium”. Comum nestas andanças é também a inclusão de orientações ao prog numa ou noutra estrutura, assim como secções épicas.