Dez anos depois da primeira demo, os britânicos Past The Fall dão-nos a conhecer o seu longa-duração de estreia após um período de reinvenção... Past The Fall: Rule Britannia!

Origem: Reino Unido
Género:  groove/thrash metal
Último lançamento: “From Insanity’s Ruin” (2019)
Editora: Horus Music
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Entrevista: Joel Costa | Review: João Correia

Dez anos depois da primeira demo, os britânicos Past The Fall dão-nos a conhecer o seu longa-duração de estreia após um período de reinvenção musical.

«Procurámos falar de coisas que conseguimos realmente sentir, caso contrário não seria um disco genuíno.»

Sobre “From Insanity’s Ruin”: «Este disco expressa as dificuldades e tribulações que se apresentaram ao longo das nossas vidas e na estrada. Algo sem um ponto fraco que passou ao teste do tempo e aos géneros musicais em voga. Os fãs podem esperar músicas com uma personalidade única.»

Temática: «Apesar de não ser um disco conceptual, apresenta uma temática actual onde procurámos falar de coisas que conseguimos realmente sentir, caso contrário não seria um disco genuíno. Há músicas sobre a perda de familiares, doenças mentais, pobreza, instituições financeiras corruptas, haters e fakers. No final de contas, queremos transmitir uma catarse através da música, com um lembrete saudável para nos mantermos verdadeiros e comprometidos com uma atitude positiva e de comunidade que nos vai guiar até um sítio melhor.»

Sonoridade: «Começámos como uma banda proto prog/thrash, que foi rapidamente substituída pela nossa vontade em compor e tocar algo que nos soasse natural e autêntico, pelo que todas as bandas das quais gostamos acabaram por aglomerar-se ao nosso som, de uma maneira ou de outra. Coisas como Black Sabbath, Pantera, Alice In Chains, Opeth, Mastodon, Van Halen, Lamb Of God, Thin Lizzy, Megadeth… É uma lista interminável!»

Review: Um guitarrista/vocalista, um baixista e um baterista – é quanto baste para que o trio britânico Past The Fall consiga fazer-nos abanar a cabeça com o peso descomprometido do thrash/groove metal técnico. “Epitaph” é uma navalha de dois gumes do melhor aço do mercado, com a voz de Thomas Cope a fazer lembrar Alice In Chains, mas também Meshuggah. Depois, o trabalho de guitarra ridiculamente complexo do vocalista marca pontos num género que costuma primar mais por um som viral do que propriamente pela técnica do death metal progressivo. Rule Britannia!