Artigo sobre os 7 magníficos dos hardcore punk. Os 7 magníficos do hardcore punk

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Black Flag

Fundados em 1976 e respeitados até aos dias de hoje como uma das maiores bandas de hardcore punk e pioneiros do do-it-yourself, os Black Flag influenciariam a geração punk norte-americana dos anos 1980, com especial foco na origem de bandas como Nirvana.
A primeira vida do colectivo da Califórnia durou 10 anos e durante esse período saíram seis dos sete álbuns, com principal destaque direccionado ao debutante de 1981 que já integrava o devastador vocalista Henry Rollins, que tinha entrado na banda pouco depois de, num concerto de Black Flag, pedir que tocassem a “Clocked In” porque tinha de ir trabalhar, acabando ele mesmo por interpretar essa música.
Devido a uma disputa entre os dois membros originais Greg Ginn (guitarra) e Keith Morris (voz), o grupo acabou por se dividir em duas facções: de um lado Black Flag com o guitarrista, do outro Flag llll com o vocalista. Apesar de tudo, é sempre de Henry Rollins que nos lembramos quando falamos em Black Flag…

Bad Brains

Se a existência de hardcore punk já era motivo mais do que suficiente para abanar as fundações da música e dos seus movimentos, os Bad Brains foram o sopro que faltava para que tudo pudesse ruir à boa maneira punk com o seu hardcore veloz e agressivo trespassado por segmentos reggae e funk, como se pode ouvir no primeiro álbum de título homónimo lançado em 1982. A capa desse disco é, hoje em dia, uma das imagens mais reconhecíveis dentro do panorama punk e hardcore.
Após algumas mudanças de formação e um curto hiato na década de 1990, o line-up clássico dos Bad Brains está junto desde 1998.

Minor Threat

Fundados em 1980 por Ian Mackaye (voz) e Jeff Nelson (bateria), os Minor Threat viveram pouco – até 1983 – mas intensamente, deixando uma marca profunda e intemporal nos anais da história da música pesada. Com o tema “Straight Edge”, Mackaye definiria uma espécie de subgénero do hardcore punk e uma certeza para um estilo de vida sem drogas, álcool, tabaco, carne e sexo promíscuo.
Ao contrário de outras bandas contemporâneas a esta, que se regiam pelo niilismo da destruição do mundo e do sistema como meio de prosperar, os Minor Threat, sempre violentos musicalmente, propunham outra via, repensando e reconstruindo um mundo sem propriamente destruí-lo mas antes mudá-lo.
Ian Mackaye fundaria ainda Fugazi em 1987 e Brian Baker juntar-se-ia aos Bad Religion em 1994.
“Straight Edge”, “I Don’t Wanna Hear It”, “Small Man, Big Mouth” e “Out Of Step” são músicas obrigatórias de Minor Threat.

Agnostic Front

Considerados os padrinhos do New York Hardcore, os Agnostic Front, com fundação em 1980, não só são uma peça muito importante do, àquela altura já existente, hardcore punk como se tornaram reconhecidos como pioneiros do crossover ao incorporarem thrash metal na sua sonoridade.
O guitarrista Vinnie Stigma angariou o título de lenda e o vocalista Roger Miret, que entrou na banda mesmo a tempo de participar no debutante “Victim In Pain” (1984), é tido como uma força motriz do crossover com aquele sangue de rua cheio de ‘hey oh!’ e ‘let’s go!’.
Ao lado do primeiro disco, lançamentos como “Cause for Alarm” (1986), o álbum ao vivo “Live at CBGB” (1989) e o single “Gotta Go” (1998) são outras três obrigatoriedades para quem quiser ouvir Agnostic Front.

Cro-Mags

Com um cult-following considerável, os Cro-Mags, nativos de Nova Iorque, são mais uma das bandas que teve a coragem de fundir hardcore e metal, e os seus dois primeiros álbuns, “The Age Of Quarrel” (1986) e “Best Wishes” (1989), são obras que muito influenciaram as gerações seguintes.
Fundados em 1981 pelo baixista Harley Flanagan, os futuros colegas, John Joseph (voz) e Mackie Jayson (bateria), entrados no grupo em 1984, desempenhariam, daí para a frente, importantes papéis em Cro-Mags.
A banda cessou actividades em 2002 até que, em 2008, JJ e MJ voltavam ao activo sem Flanagan, despoletando um processo em tribunal.
Actualmente, existem duas facções: de um lado Flanagan com Cro-Mags, do outro John e Mackie com Cro-Mags ‘JM’.

Youth Of Today

Com várias aparições ao longo dos anos, é a primeira, de 1985 a 1990, que melhor exemplifica a existência dos Youth Of Today. Com a lição bem estudada através de todas as bandas atrás mencionadas, estes miúdos do Connecticut souberam materializar a aprendizagem ao lançarem álbuns icónicos como “Break Down The Walls” (1986).
O grupo está actualmente no activo desde 2010 e o vocalista Ray Cappo divide-se, desde 1991, com Shelter, banda afecta ao rotulado Hare Krishna hardcore punk.

Madball

Originados em 1988, os Madball começaram por ser um projecto paralelo de Agnostic Front, tudo porque Roger Miret começou a permitir que o seu irmão mais novo, Freddy Cricien, algures entre os 10-13 anos, subisse ao palco e pegasse no microfone.
O primeiro álbum “Set It Off” saiu em 1994, ainda com Stigma no line-up mas já sem Miret. Freddy Cricien tinha cerca de 19 anos.
A partir de 1997, Cricien tornou-se a cara principal da banda, com o baixista Hoya Roc a acompanhá-lo já há mais de 25 anos.
Para a história, os Madball representam o início de uma segunda vaga de hardcore punk.