Com apenas um EP e um single de antecipação ao próximo trabalho discográfico da banda, os Oracle captaram a sua actuação ao vivo no... Oracle: ao vivo no Bloodstock

Género:  groove metal/metalcore
Origem: Irlanda do Norte
Último lançamento: “Live at Bloodstock” (2018)
Editora: independente
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Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

Com apenas um EP e um single de antecipação ao próximo trabalho discográfico da banda, os Oracle captaram a sua actuação ao vivo no festival britânico Bloodstock, dando-a a conhecer agora aos fãs portugueses.

«Somos uma banda com muito para dizer.»

Ao vivo no Bloodstock: «Queríamos tocar no Bloodstock e dar-nos a conhecer. Somos uma banda com muito para dizer pelo que o nosso objectivo passou por levar a nossa mensagem mais longe, algo que sentimos que conseguimos fazer. Neste disco podem esperar energia, paixão e muito headbanging!»

Setlist: «A maior parte das músicas tocadas foram retiradas do nosso EP de estreia “Tales of Pythia”, cujo conceito anda à volta da mitologia grega e da queda dos deuses. Os temas “Sky Burns Red” e “Serpentine” pertencem ao nosso novo disco, ainda por lançar, e fala sobre o fim dos tempos e da tirania. Quisemos captar a essência da nossa actuação no Bloodstock não só para as pessoas que não estiveram presentes mas também por todos aqueles que encheram a tenda e vieram para nos ver. Foi uma sensação especial e um momento que não esqueceremos; a energia e a paixão na tenda foi algo que não conseguimos antecipar.»

Sonoridade: «A nossa intenção era sermos uma banda de groove metal directo mas à medida que fomos evoluindo e crescendo já não sinto que esse seja o melhor estilo para nos classificar. Temos elementos de thrash, death e slam, mas continuamos a usar diferentes ritmos e grooves para misturar todos esses elementos. Não acho que nenhum de nós possa ter adivinhado que a nossa sonoridade actual chegaria a este ponto quando ensaiámos juntos pela primeira vez.»

Review: Da Irlanda do Norte, este quinteto fundado em 2015 tem vindo a conseguir efectuar lançamentos em curtos espaços de tempo desde 2017, e tudo via independente. Entre dois singles e um EP já se conta um álbum ao vivo. Sem se cingirem apenas a um género, os Oracle juntam o groove metal e o metalcore (com pitadas de melodeath sueco) de uma forma que nenhum dos estilos se sobrepõe ao outro, revelando uma audição orgânica e apresentando um grupo coeso que gosta do que está a fazer. Se vos perguntarem por uma banda com atitude do-it-yourself, Oracle é uma delas.